O ministro da Educação, Fernando Alexandre, solicita que a administração da RTP ofereça explicações sobre a seleção do trecho transmitido pelo canal durante o seu discurso sobre as residências universitárias, o que motivou diversas críticas de que ele estaria a estigmatizar os alunos provenientes de famílias com menos recursos que têm acesso a essas infraestruturas.
Em uma entrevista ao jornal Eco, o ministro afirmou que tal escolha não foi acidental e caracterizou-a como um ataque “covarde e vil”.
“É inacreditável que a administração da RTP não explique isso. A RTP estava presente durante toda a sessão, fez uma entrevista comigo ao final e escolheu um trecho que, na minha opinião, não foi por acaso”, destacou Fernando Alexandre, complementando que “a RTP deve esclarecer se houve incompetência”.
“A administração precisa apurar por que razão a jornalista escolheu aquele excerto. Aqueles que participaram da sessão não tiveram a impressão que a RTP apresentou. Eu realizei um discurso extenso e contextualizei minhas palavras”, enfatizou.
“Que tipo de pessoa poderia ter dito aquilo que afirmaram que eu disse? É um ataque covarde, é um ataque vil; que tipo de pessoa diz algo assim? Estamos falando de quê? […]. Infelizmente, nossa televisão pública atuou como as redes sociais, em seu pior aspecto. Que tipo de pessoa realizaria algo desse tipo e o público precisa ponderar, questionar: ‘Isso faz sentido? É possível? Mas quem seria capaz de dizer algo assim?’ Que tipo de pessoa ataca indivíduos de baixa renda?”, indagou.
Fernando Alexandre já havia se pronunciado sobre suas declarações em meio à controvérsia que surgiu na ocasião.
Em entrevista ao Eco, publicada hoje, segunda-feira, 22 de dezembro, Fernando Alexandre acrescentou que, com o modelo que propôs para as residências universitárias, “vamos promover a igualdade de oportunidades e a liberdade de escolha”.
“O que não conseguiremos garantir neste momento é transformar as residências em ambientes de integração e bem-estar”, admitiu.
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