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Onde Évora Acontece

Imported Article – 2026-01-17 06:33:39

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Cientistas da Universidade de Southampton desenvolveram uma nova estratégia para fortalecer a resposta do sistema imunológico ao câncer. A abordagem visa ajudar as células imunes a reconhecer e atacar os tumores de forma mais eficaz.

Os resultados foram publicados na revista Nature Communications. No estudo, os pesquisadores testaram anticorpos especialmente projetados para ativar mais intensamente as células T, que são responsáveis por eliminar as células cancerígenas.

Como Anticorpos Podem Aumentar os Sinais Imunes

Esses anticorpos funcionam ao agarrar e agrupar vários receptores de células imunes ao mesmo tempo, o que intensifica o sinal que indica a uma célula T que é hora de atacar o câncer. Quanto mais fortes são esses sinais, maior é a probabilidade de as células T iniciarem uma resposta imunológica completa.

A equipe de pesquisa do Centro de Imunologia do Câncer da Universidade de Southampton focou em um receptor chamado CD27. Esse receptor precisa de uma chave correspondente (ligante) para ativar as células T. Durante infecções, o corpo produz esse ligante naturalmente, mas as células cancerígenas não o fazem. Sem ele, as células T recebem apenas um sinal de ativação fraco e têm dificuldades em atacar os tumores de forma eficaz.

Por que Anticorpos Tradicionais Não São Suficientes

Os anticorpos podem, às vezes, atuar como uma chave mestra, ajudando a desencadear respostas imunológicas. No entanto, a maioria dos anticorpos utilizados na medicina atualmente possui uma estrutura em forma de Y com dois braços, o que os limita a se ligar a apenas dois receptores por vez.

Embora os tratamentos baseados em anticorpos tenham revolucionado o tratamento do câncer, eles não funcionam para todos os pacientes. Em alguns casos de câncer, as células T ainda falham em se tornar totalmente ativas porque faltam a combinação de sinais necessários para realizar um ataque forte.

Um Design de Anticorpos com Quatro Braços

Os anticorpos desenvolvidos neste estudo foram projetados com quatro braços de ligação em vez de dois. Isso permite que eles se conectem a mais receptores simultaneamente. Eles também recrutam uma segunda célula imune, que força todos os receptores CD27 agrupados a se juntarem. Esse agrupamento amplifica significativamente o sinal de ativação e imita de perto como o CD27 é acionado naturalmente no corpo.

O Professor Aymen Al Shamkhani, da Universidade de Southampton, que liderou a pesquisa, disse: “Nós já entendíamos como o sinal natural do CD27 do corpo ativa as células T, mas transformar esse conhecimento em um medicamento foi o verdadeiro desafio. Anticorpos são moléculas confiáveis que fazem excelentes medicamentos. No entanto, o formato natural do anticorpo não era potente o suficiente, então tivemos que criar uma versão mais eficaz.”

Ativação Mais Forte das Células T Combatedoras de Câncer

Testes em laboratório com camundongos e células imunes humanas mostraram que os novos anticorpos eram muito melhores em ativar as células T CD8+ do que os anticorpos em forma de Y padrão. As células T CD8+ são frequentemente descritas como as forças especiais do sistema imunológico devido à sua capacidade de destruir diretamente as células cancerígenas. A ativação aprimorada resultou em uma resposta antitumoral mais forte.

Ao tornar o CD27 mais fácil de ser mirado com terapias, a pesquisa oferece um roteiro para o desenvolvimento de novos tratamentos de imunoterapia que aproveitam melhor o poder natural do sistema imunológico.

O Professor Al Shamkhani acrescentou: “Essa abordagem pode ajudar a melhorar os tratamentos futuros do câncer, permitindo que o sistema imunológico funcione mais próximo de seu total potencial.”

O estudo foi financiado pela Cancer Research UK e destaca o papel do Centro de Imunologia do Câncer na promoção de abordagens inovadoras na imunoterapia do câncer.

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