Enxurrada de Pedras e Lama no Centro de Portalegre

Enxurrada de Pedras e Lama no Centro de Portalegre

Portalegre enfrentou um episódio de chuvas intensas que resultou em inundações significativas no coração da cidade, especialmente entre a Avenida de Santo António e o Rossio, levando consigo grandes volumes de água, pedras e detritos originários das encostas. Este fenômeno ocorreu nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, dia 5, causando sérios danos materiais, incluindo a destruição de diversas viaturas, além de deixar três pessoas desalojadas. Apesar do cenário “caótico”, não há relato de vítimas.

O dia foi longo para a população de Portalegre, que despertou em meio a um verdadeiro caos. Por volta das 06h45, uma enxurrada de lama e pedras inundou a Avenida de Santo António, descendo posteriormente e afetando os acessos ao Hospital de Portalegre, enquanto a Avenida da Liberdade se transformou em um autêntico rio que desaguou no Rossio.

Conforme informado ao nosso jornal por uma fonte da Câmara Municipal, este episódio teve sua origem em um deslizamento na encosta do Miradouro, que causou o colapso de um muro de contenção e resultou no entupimento de um canal de uma ribeira, direcionando a água para a cidade e carregando terra e pedras.

A presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que monitorou a situação desde o início, declarou ao nosso jornal que a ocorrência é de caráter excepcional. “Fomos confrontados com esta desgraça”, comentou, enfatizando que a força da água inundou áreas da cidade até a zona do Rossio.

O comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, Rui Conchinha, também qualificou a situação como “inusitada”, vinculando-a a condições meteorológicas extraordinárias. A situação foi particularmente crítica nas redondezas do hospital.

Segundo o responsável, a prioridade inicial foi garantir que não havia pessoas em perigo. “Felizmente, devido ao horário em que ocorreu, durante a madrugada, não havia circulação de pessoas”, explicou, destacando que apenas danos materiais foram registrados, especialmente em veículos e infraestrutura.

Após a fase de emergência imediata, os esforços agora se concentram em restaurar a normalidade possível, um trabalho que continua em andamento, contando não só com as forças de segurança e a Proteção Civil, mas também com o apoio do Município e de militares do Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz, além de empresas que rapidamente se ofereceram para ajudar nas operações de limpeza.

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