Vasp: A Última Sobrevivente do Setor, Não um Monopolista
“No Dia Nacional da Imprensa, a Vasp S.A. celebra também 50 anos de atividade na distribuição de publicações em Portugal, enfatizando a importância crucial que a logística e a abrangência da distribuição têm para garantir que a imprensa diária chegue, por volta da madrugada, a todo o território nacional. A empresa destaca ainda a relevância estrutural da distribuição para a sustentabilidade deste ecossistema”, afirma a companhia em comunicado.
<p+A Vasp ressalta a "responsabilidade acrescida que decorre da sua posição atual como única distribuidora nacional de imprensa em Portugal, não por ser uma empresa monopolista, mas por ser, de fato, a única empresa sobrevivente nesse setor".
Isso se deve ao fato de que “preencheu o vazio deixado pela falência de todos os outros distribuidores, o que teve consequências sérias para os editores de imprensa. Esses fatos tornam a resiliência operacional e o diálogo com editores, varejistas, instituições públicas e privadas, bem como com o Governo, uma prioridade constante”, defende a Vasp.
No início deste mês, a administração da Vasp comunicou estar avaliando a necessidade de realizar ajustes na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.
Na quarta-feira, o Governo manifestou a possibilidade de “propostas concretas” para lidar com esse possível ajuste na rede de distribuição da Vasp no interior do país, embora tenha ressaltado que não irá “dar um cheque” a uma empresa específica.
Após a reunião do Conselho de Ministros de hoje, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ao ser questionado sobre o assunto, lembrou que “o que está em causa é um anúncio da praticamente monopolista distribuidora que informou o país sobre suas dificuldades na sustentabilidade do modelo de negócios e busca por soluções”.
Fundada em fevereiro de 1975, a Vasp “firmou-se como um operador fundamental na cadeia de valor da imprensa, garantindo que a imprensa diária chega diariamente aos pontos de venda e às comunidades, do litoral ao interior”, conforme consta no documento enviado hoje pela empresa.
Diante dos desafios que os meios de comunicação enfrentam, como as profundas mudanças nos hábitos de consumo e os desafios econômicos e logísticos, a Vasp reiterou hoje “sua missão de continuidade, eficiência e proximidade, fatores críticos para garantir acessibilidade, pluralismo e coesão territorial no acesso à informação, um direito consagrado constitucionalmente, pelo qual a VASP luta diariamente, mesmo diante da necessidade de reavaliar a operação e novos modelos logísticos que assegurem a viabilidade e continuidade dessa missão”.
No Dia Nacional da Imprensa, “a Vasp se une à reflexão setorial promovida em Pombal e renova seu compromisso com a modernização contínua dos serviços, a sustentabilidade das operações e a proteção do acesso regular à imprensa em papel, especialmente em áreas de menor densidade populacional”.
A distribuidora também expressa sua gratidão a “todos que fazem parte do ecossistema da imprensa portuguesa, desde jornalistas e pontos de venda até gráficas e leitores, pois todos são parte do processo constitucional que garante o acesso à imprensa diária, um processo do qual a VASP se orgulha de participar diariamente”.
Por fim, a Vasp afirma que “a distribuição não é um detalhe logístico; é uma infraestrutura democrática”.
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