CIMAA Defende a Modernização da Linha do Leste e o Reforço do Financiamento dos Transportes

CIMAA Defende a Modernização da Linha do Leste e o Reforço do Financiamento dos Transportes

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) encontrou-se na quarta-feira, dia 4, com a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, para dialogar sobre o futuro do sistema de transportes públicos na região, com foco no financiamento do transporte rodoviário e na modernização da Linha do Leste.

No decurso do encontro, a CIMAA comunicou ao Governo sua preocupação em relação à sustentabilidade financeira do sistema de transporte público rodoviário, especialmente em áreas de baixa densidade. A entidade enfatizou a necessidade de garantir maior previsibilidade nos mecanismos de financiamento associados a este serviço.

«A necessidade de assegurar uma maior previsibilidade e estabilidade dos instrumentos de financiamento associados ao sistema de transporte público de passageiros rodoviário, especialmente nos territórios de baixa densidade», foi uma das mensagens transmitidas à tutela durante a reunião.

Outro tema discutido foi o futuro da Linha do Leste. A CIMAA sustentou que modernizar a infraestrutura ferroviária é essencial para que o comboio se torne uma opção viável de mobilidade na região.

A Comunidade Intermunicipal acredita que «a eletrificação da linha e a renovação do material circulante são fatores fundamentais para que o transporte ferroviário seja mais competitivo e se transforme em uma verdadeira alternativa para a mobilidade intermunicipal e transfronteiriça».

Durante a reunião, foram identificadas limitações na atual oferta ferroviária, especialmente em relação à frequência das ligações e à adequação dos horários às necessidades da população. Assim, a CIMAA expressou o desejo de aumentar a utilização do transporte ferroviário por meio da integração com o transporte rodoviário, defendendo a criação de um passe intermodal.

A comunidade intermunicipal reafirma ainda seu compromisso de contribuir para uma rede de transportes públicos «mais eficiente, participativa, sustentável e alinhada às necessidades reais das populações», sublinhando a importância de uma estratégia nacional de mobilidade que considere as particularidades dos territórios de baixa densidade.

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