Descontos Enganadores: Uma em Cada Duas Lojas Online na Black Friday e Cyber Monday

Descontos Enganadores: Uma em Cada Duas Lojas Online na Black Friday e Cyber Monday

Um estudo realizado pela Comissão Europeia, em colaboração com autoridades de 23 países, revela as táticas utilizadas por lojas online durante campanhas promocionais. Entre as práticas identificadas estão preços que não correspondem à realidade, comparações enganosas e métodos de pressão sobre os consumidores.

Os dados da investigação foram divulgados ontem pela Comissão Europeia, fruto de uma análise conduzida simultaneamente por entidades nacionais de 23 membros da União Europeia, incluindo Portugal, além da Noruega e da Islândia. As conclusões mostram que muitas práticas adotadas por lojas online não estão alinhadas com a legislação de consumo vigente na Europa.

Conforme as informações fornecidas, entre 314 estabelecimentos online examinados, 30% indicavam descontos de forma incorreta durante eventos como a Black Friday e a Cyber Monday. As normas determinam que o preço de referência para cálculo do desconto deve ser o valor mais baixo registrado nos últimos trinta dias, algo que não estava a ser cumprido.

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“A Black Friday e a Cyber Monday representam grandes oportunidades para varejistas e consumidores. No entanto, um desconto significativo não justifica o desrespeito às normas. Os consumidores merecem ser tratados de forma justa, seja em compras online ou offline”, declarou Henna Virkkunen, Vice-Presidente Executiva para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, em comunicado. “Nossa pesquisa serve como um alerta: as empresas que promovem uma relação justa com seus clientes sempre terão vantagens”.

As lojas analisadas não foram nomeadas, mas as autoridades identificaram várias estratégias enganosas para manipular as decisões dos consumidores. A lista incluiu a prática de inserir itens adicionais no carrinho de compras, adotada por 36% dos comerciantes verificados, com quatro em cada dez fazendo isso sem obter o consentimento explícito.

A comparação de preços foi outro foco da investigação, com seis em cada dez lojas apresentando comparativos sem explicar quais referências estavam sendo utilizadas.

Alertas sobre produtos em estoque limitado ou a utilização de cronômetros regressivos foram utilizados por 18% das lojas analisadas, sendo que, em mais da metade dos casos, essa urgência era fictícia. Também foi identificada a prática de adicionar taxas extras no final do processo de compra, o que elevava o custo total ao incluir fretes ou encargos adicionais.

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