Apple inicia testes com quatro propostas de design para seus primeiros óculos inteligentes

Apple inicia testes com quatro propostas de design para seus primeiros óculos inteligentes

A Apple está a avançar com quatro designs de armação e diversas opções de cores para os seus primeiros óculos inteligentes. Espera-se que estes sejam apresentados ainda este ano e disponíveis no mercado em 2027, em uma nova abordagem que prioriza a inteligência artificial e a Siri em detrimento das telas.

A Apple está se preparando para dar um passo significativo no segmento de dispositivos vestíveis. Conforme informações divulgadas pela Bloomberg, a companhia da maçã está testando quatro modelos diferentes para seus primeiros óculos inteligentes, com o lançamento público agendado para 2027 e uma possível apresentação no final deste ano.

Essas informações não apenas revelam os designs que o produto poderá ter, mas também indicam uma mudança estratégica significativa na forma como a Apple pretende abordar o mercado de computação vestível.

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No que diz respeito ao design, os quatro modelos em consideração incluem uma armação retangular de maior tamanho, uma versão retangular mais estreita e discreta (semelhante à de Tim Cook), além de duas variantes de armação oval ou circular, uma maior e outra mais compacta. A Apple também está considerando diferentes opções de cores para os modelos, incluindo preto, azul oceano e castanho claro, com o objetivo de acomodar diversos perfis de usuários e situações. A empresa pode decidir lançar um ou todos esses designs simultaneamente.

Este novo produto sinaliza uma mudança clara de direção em relação ao foco inicial da Apple neste setor. Durante anos, a empresa se concentrou em dispositivos de realidade mista e aumentada, com destaque para o Vision Pro, lançado em 2024 a um preço elevado, mas que não conseguiu desenvolver o ecossistema de aplicações e serviços esperado. Como anunciado anteriormente, a Apple optou por pausar o desenvolvimento de uma versão mais leve do Vision Pro, concentrando-se precisamente neste novo setor de óculos inteligentes sem tela. A intenção é criar algo mais alinhado ao que a Meta tem realizado em colaboração com a Ray-Ban e a Oakley.

Os novos óculos da Apple não contarão com qualquer tipo de tela incorporada. Em vez disso, suas funcionalidades dependerão fortemente do comando de voz e da inteligência artificial, com a Siri desempenhando um papel central na interação. Os usuários poderão tirar fotografias e vídeos, atender chamadas, ouvir música e interagir com o assistente virtual, sem a necessidade de retirar o telefone do bolso. A Apple está considerando o uso de lentes de forma oval, o que poderá resultar em um visual mais natural e menos tecnológico.

A corrida para o lançamento também se intensificou. De acordo com a Bloomberg, a Apple planeja iniciar a produção em larga escala dos óculos inteligentes ainda este ano, antecipando seu lançamento para o início de 2027. Esse cronograma coloca a empresa em competição direta com a Meta, que atualmente lidera o segmento devido à popularidade dos Ray-Ban Meta. Vale lembrar que a Snap pretende lançar suas Spectacles ainda neste ano, com recursos de realidade aumentada.

No contexto mais amplo da estratégia de dispositivos vestíveis da Apple, os óculos inteligentes fazem parte de uma trindade de produtos com inteligência artificial que a companhia está desenvolvendo simultaneamente. Como noticiado anteriormente, além dos óculos, a Apple está trabalhando em um dispositivo tipo pin com câmera do tamanho de um AirTag e em AirPods com novas funcionalidades de IA. Os três dispositivos serão projetados para integração com o iPhone e incluirão a nova versão da Siri, que utiliza tecnologia da Google.

A visão de longo prazo de Tim Cook neste setor continua firme. O CEO da Apple tem como objetivo desenvolver óculos de realidade aumentada suficientemente leves para uso diário, com telas que integram informações digitais ao mundo real. Os primeiros óculos inteligentes, sem tela e centrados na IA, representam um passo intermediário nessa visão, servindo como uma estratégia para estabelecer presença em um mercado em rápida evolução. Essa abordagem permitirá também a coleta de dados de uso, além de preparar o terreno para uma futura geração de produtos com plena realidade aumentada.

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