Expropriações no Campo de Tiro em Alter: Ministro da Defesa Assura Diálogo Inegável
O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, reconheceu que a criação do campo de tiro da Força Aérea em Alter resultará em expropriações, enfatizando que estas são inevitáveis em um projeto dessa magnitude.
«Vamos ter expropriações, seguramente», declarou o governante durante uma audiência na Comissão de Defesa Nacional, admitindo que isso constitui a «parte difícil do investimento», mas assegurando que os proprietários receberão compensação «ao preço justo».
O ministro reiterou a importância da infraestrutura, afirmando que «quem possui força aérea deve ter um campo de tiro», mas esclareceu que a localização exata ainda não foi definida. «A implantação específica está, neste momento, em fase de discussão», afirmou, acrescentando que o processo será debatido posteriormente com as autoridades locais e os donos das terras.
Nuno Melo também ressaltou a colaboração do poder local, mencionando que a autarquia demonstra abertura para o projeto. O governante destacou que, no que tanja à instalação do campo de tiro, «nunca havia escutado um presidente de Câmara afirmar que existem oportunidades para o concelho», enfatizando que o governo tem buscado envolver os autarcas na discussão.
O ministro respondia às perguntas do deputado do Chega, João Lopes Aleixo, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, que descreveu um cenário de crescente apreensão em relação à instalação dessa infraestrutura. «O que observamos no local e o que ouvimos é cada vez mais preocupante», disse, citando a falta de informações claras e a comunicação fragmentada sobre o projeto.
O deputado também mencionou que as comunidades estão recebendo informações «de forma avulsa», o que torna difícil compreender o impacto total da iniciativa, e alertou para o risco de expropriação de terras agrícolas produtivas, o que terá consequências diretas para as famílias da região, que poderão «perder tudo o que construíram ao longo de suas vidas».
João Lopes Aleixo questionou ainda sobre o andamento do processo, mencionando a possibilidade de haver infraestruturas como um gasoduto na área em discussão, e criticou o que classificou como «ambigüidades, falta de clareza e um certo desvio na condução do dossiê».
