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António José Seguro defende valorização do interior e rejeita ideia de territórios dispensáveis nas Presidenciais 2026

António José Seguro defende valorização do interior e rejeita ideia de territórios "dispensáveis" nas Presidenciais 2026

Na contagem para a segunda volta das eleições presidenciais, cuja votação ocorrerá no próximo domingo, António José Seguro iniciou a semana no Alto Alentejo, onde passou a última segunda-feira, dia 2, em uma visita que começou em Elvas, passando por Campo Maior e finalizando em Portalegre. Após conceder uma entrevista ao jornalista Vítor Gonçalves, transmitida ao vivo pela RTP a partir do Museu da Tapeçaria, o candidato presidencial dirigiu-se ao Centro de Artes do Espectáculo, onde participou de um comício que contou com cerca de 500 apoiantes. Com o auditório lotado, António José Seguro defendeu a implementação de uma estratégia nacional que valorize as regiões do interior, ressaltando que estas devem ser vistas como uma parte fundamental do futuro do País, afirmando que “o interior não é um fardo nem um território dispensável”.

Durante sua fala, António José Seguro rejeitou a noção de que o interior está destinado ao despovoamento ou à perda de dinamismo, enfatizando que essas áreas “têm talento, têm inteligência, têm trabalho e têm mulheres e homens que sabem enfrentar as dificuldades da vida”. Para ele, a questão não reside nos territórios, mas na ausência de políticas públicas consistentes que promovam oportunidades e retenham a população.

<pAo comentar sobre o Grupo Nabeiro – Delta Cafés, com sede em Campo Maior, António José Seguro destacou iniciativas empresariais que provam que é possível prosperar fora dos grandes centros urbanos. "Encontramos aqui um exemplo claro de como é possível investir no interior, prosperar no interior e, a partir do interior, trabalhar para o mundo inteiro", afirmou.

No que diz respeito às políticas públicas, o candidato citou o projeto de Alqueva como um modelo de desenvolvimento bem-sucedido, sustentando que “quando há um bom casamento entre investimento público e privado, todos ganhamos e o País ganha”. De acordo com António José Seguro, a disponibilidade de água revolucionou o Alentejo, possibilitando a atração de investimentos, a criação de empregos e a oferta de novas oportunidades para as gerações mais jovens. “O Alentejo hoje é completamente diferente do Alentejo antes do Alqueva”, destacou.

Em seu discurso, António José Seguro reforçou sua conexão pessoal com o interior do País. “Sou um homem do interior. NASCI na Beira Baixa e não preciso aprender agora o que é o interior de Portugal”, afirmou, acrescentando que continua a investir nesses territórios porque acredita que “este é um território de esperança e de futuro”. O candidato também garantiu que não desistirá de combater as desigualdades territoriais, reiterando que “para nós não há nenhum território dispensável”.

A sessão também contou com a participação de João Manuel Nabeiro, mandatário distrital da candidatura de António José Seguro, que focou seu discurso na importância de estabilidade, confiança e união nacional. “Há momentos em que o País precisa de alguém que una, que inspire e que traga esperança”, disse, defendendo uma liderança que coloque as pessoas no centro da ação política.

João Manuel Nabeiro destacou que o interior compreende bem o valor da resistência e do compromisso, lembrando que “o futuro não se constrói com ruído, constrói-se com responsabilidade, raízes fortes e visão clara”. Para o mandatário distrital, a estabilidade política é um fator crucial para o progresso, enfatizando que “estabilidade não é ficar parado, é ter uma base sólida para avançar”.

Em sua intervenção, ele ainda defendeu que a candidatura de António José Seguro representa uma visão humanista e inclusiva para o País. “Precisamos de um Presidente que una quando tudo parece separado e que faça os portugueses sentir que o país continua em boas mãos”, afirmou.

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