Carlos Moedas solicita ao Governo o reforço imediato de 100 polícias municipais

Carlos Moedas solicita ao Governo o reforço imediato de 100 polícias municipais

Numa carta recente endereçada à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, datada de 15 de dezembro e à qual a Lusa teve acesso hoje, Carlos Moedas menciona que a Policia Municipal de Lisboa (PML) conta atualmente com “um total de 390 elementos policiais disponíveis”, um número que deverá diminuir nos próximos meses e anos “devido ao ritmo de aposentadorias dos agentes ao serviço ou ao fim do termo de serviço”.

O autarca refere que, em 2018, a PML tinha 582 elementos, e a diminuição de “33% do número de efetivos é completamente desproporcional em relação às dificuldades de recrutamento na PSP”.

Carlos Moedas destaca que, no mesmo período, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP teve apenas “uma redução de apenas 4%”.

Como esta questão já foi abordada em várias ocasiões, o social-democrata apela uma vez mais à ministra para que seja feito um “reforço imediato e com caráter de urgência, a abertura de um processo para o provimento de 100 elementos (quatro oficiais e 96 agentes, preferencialmente com idade mínima de 35 anos) para o quadro de efetivos com funções policiais da PML”.

Conforme a legislação, acrescenta ele, a PML precisa “de um total de 700 elementos”, um número que dista bastante do atual contingente em funções.

Em junho passado, quando o novo Governo assumiu funções, Carlos Moedas enviou uma carta a Maria Lúcia Amaral pedindo uma reunião para discutir estratégias que promovam um policiamento humanista e o fortalecimento dos recursos de segurança em Lisboa.

Na ocasião, o autarca mencionou a “situação de insegurança e violência vivenciada recentemente na cidade”, justificando assim o pedido urgente da reunião, visando encontrar “medidas que tenham efeitos imediatos e que possam responder aos problemas de forma eficaz”.

O presidente da câmara tem também ressaltado a importância do policiamento de proximidade, tendo notado um aumento na percepção de criminalidade e a necessidade de reforços na PSP, além da concessão de mais poderes à Polícia Municipal.

Após uma reunião inicial com a ministra da Administração Interna em julho, Carlos Moedas informou aos jornalistas que um plano de segurança específico para a cidade seria elaborado em conjunto, embora ainda não houvesse uma data definida para sua implementação.

Naquela ocasião, o autarca também mencionou a “aceleração” da videovigilância no município, lembrando que existem 32 câmaras no Cais do Sodré e outras 30 no Campo das Cebolas que estavam “apenas à espera de ligação”.

Carlos Moedas tinha solicitado ao anterior ministro da Administração Interna a instalação de videoproteção em áreas da cidade como Martim Moniz, Mouraria, Arroios, São Domingos de Benfica e Avenida da Liberdade.

No presente, Lisboa conta com 64 câmaras de videovigilância.

Leia Também: Três detidos por assaltos à mão armada em Lisboa. Têm entre 17 e 19 anos

Posts Semelhantes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *