Chip da Neuralink concede voz a paciente com ELA através de pensamentos
Elon Musk apresentou uma nova atualização sobre o implante cerebral da Neuralink, que conseguiu restaurar a voz de um paciente com esclerose lateral amiotrófica, convertendo atividade cerebral em palavras.
Novidades a respeito do chip cerebral da Neuralink surgem. Elon Musk compartilhou uma atualização sobre a tecnologia, ressaltando que o implante N1 agora é capaz de converter atividades cerebrais em palavras audíveis. Isto implica que indivíduos que perderam a habilidade de falar, como os diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA), podem voltar a se comunicar apenas usando o pensamento.
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Na rede social X, Elon Musk divulgou um vídeo demonstrando o caso do paciente Kenneth Shock, que padece da ELA e recebeu um implante da Neuralink no início do ano. A condição o privou da fala (uma dificuldade comum em 80-95% dos pacientes), mas, graças ao chip, ele conseguiu se comunicar novamente, utilizando um sistema que decifra fonemas, as menores unidades sonoras, a partir de sinais cerebrais. “Estou a falar contigo com a minha mente,” foram as primeiras palavras de Kenneth Shock.
Através da tecnologia de inteligência artificial, as palavras são reconstruídas e, segundo a Neuralink, há a capacidade de reproduzir a voz original do paciente. O processo inicia-se com a interpretação da atividade neural associada à fala, seguida do processamento desses padrões em texto, culminando na síntese de voz que reproduz as palavras em áudio.
Na plataforma da Neuralink, é esclarecido que quando uma pessoa se comunica verbalmente, determinadas áreas do cérebro são ativadas, gerando sinais que são enviados aos músculos da boca, língua e laringe. Contudo, condições neurológicas como paralisia cerebral, AVC, esclerose múltipla, lesão medular e esclerose lateral amiotrófica podem comprometer ou impedir que esses sinais resultem em uma fala compreensível.
As interfaces cérebro-computador têm a capacidade de registrar e decifrar sinais gerados no córtex, possuindo o potencial de transformar um simples pensamento em fala ou texto. A Neuralink está recrutando pacientes para ensaios clínicos visando auxiliar aqueles com distúrbios de fala a retornarem à comunicação efetiva.
“A ELA gradualmente tomou a capacidade de Kenneth de se comunicar. Através do ensaio clínico VOICE da Neuralink, ele testou a interface cérebro-computador projetada para traduzir a comunicação, ajudando a restaurar sua autonomia no dia a dia,” afirma o post da empresa na rede social X.
