Ladrão do Vasco da Gama mata colega de cela e tenta matar outro
O indivíduo que, no início de dezembro, assaltou uma ourivesaria no centro comercial Vasco da Gama, em Lisboa, agora é também suspeito de ter assassinado um companheiro de cela, no último domingo, na prisão ligada à Polícia Judiciária (PJ), e ainda de tentar matar outro detento.
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais, Frederico Morais, ao Notícias ao Minuto na manhã desta quinta-feira, 18 de dezembro.
Segundo o dirigente sindical, ao final do dia de domingo, 14 de dezembro, os guardas prisionais foram chamados pelo suspeito à cela. No local, encontraram um preso deitado junto às grades, “em fim de vida”.
O INEM foi imediatamente acionado, mas já não havia nada a fazer. O óbito foi declarado no local e o corpo foi levado para autópsia, “como é obrigatório sempre que ocorre uma morte em um estabelecimento prisional”.
Embora, naquele momento, não tivessem percebido que poderia ser um crime, os guardas prisionais notaram a “frieza” do suspeito. O jovem, de 23 anos, estava “muito calmo, tranquilo”, segundo Frederico Morais.
Além disso, a vítima não apresentava nenhuma doença, não tinha problemas de saúde que pudessem levar à sua morte.
Como a cela onde ocorreu a morte teve que ser “isolada” – e não havia nenhuma indicação em contrário -, o suposto assaltante foi transferido para outra cela, junto a outros reclusos.
Foi nesse novo espaço que o caso tomou outros rumos (e suspeitas de homicídio), uma vez que o jovem tentou estrangular um colega de cela, “com um mata-leão”.
O suspeito foi transferido para o estabelecimento prisional de alta segurança de Monsanto e o caso foi remetido à Polícia Judiciária (PJ), que está investigando os eventos na primeira cela.
Entretanto, o Notícias ao Minuto apurou que o laudo da autópsia já está disponível e indica que a causa da morte foi estrangulamento.
A ausência de avaliação psicológica pode comprometer a segurança do presídio
Em declarações ao Notícias ao Minuto, Frederico Morais expressou sua “preocupação” pela falta de uma avaliação psicológica do suspeito, ressaltando que isso “coloca em risco a segurança do presídio”.
“Uma pessoa que assalta um centro comercial em pleno funcionamento, como ele fez, não pode estar mentalmente saudável”, destacou o responsável.
Vale lembrar que, no domingo, 7 de dezembro, o jovem foi detido após invadir o centro comercial Vasco da Gama e furtar uma ourivesaria enquanto outros clientes estavam fazendo compras.
O assalto foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, o homem é visto quebrando a vitrine e colocando diversos itens “em ouro” dentro de um saco.
Logo após, foi interceptado pelos seguranças do Vasco da Gama e entregue à polícia.
Após o primeiro interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva. E foi exatamente na prisão onde cumpria essa medida que ele supostamente matou um colega de cela e tentou assassinar outro.
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