Luís Loures assume a presidência do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
O novo presidente do Politécnico de Portalegre, Luís Loures, assumiu a sua função na sexta-feira, dia 19, como líder do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). Durante este período, ele estabeleceu como prioridades a revisão do modelo do concurso nacional de acesso e a modernização do Regime Jurídico das Instituições, ressaltando que o Ensino Superior é, indubitavelmente, “a forma mais fácil, barata e eficaz de promover a coesão territorial”.
Na cerimônia realizada no Campus do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Luís Loures destacou a importância de garantir equidade entre os sistemas de ensino politécnico e universitário. Apesar dos esforços realizados pelas instituições politécnicas, ele afirmou que “o atual cenário de inegável subfinanciamento e desvantagem do subsistema politécnico continua a desvalorizar de forma clara e objetiva o papel fundamental que é desempenhado pelas instituições politécnicas em regiões de baixa densidade populacional, contribuindo para a formação de um país mais unido e justo”.
Uma demonstração clara dessa desigualdade é o fato de que “o financiamento é mais elevado por aluno no subsistema universitário do que no subsistema politécnico, sem que haja qualquer justificativa para tal”, destacou Luís Loures.
<pQuanto ao novo modelo de acesso que entrou em vigor este ano, que resultou em uma queda histórica no número de alunos colocados no sistema, especialmente nas áreas de baixa densidade, o novo presidente do CCISP já submeteu uma proposta ao governo para revisar as normas. Essa proposta visa “flexibilizar o modelo, permitindo que as instituições possam voltar a definir entre uma a três provas de ingresso para acesso ao ensino superior”. O próprio Ministro da Educação, Fernando Alexandre, presente na cerimônia de posse de Luís Loures, assegurou que essa proposta será considerada. Assim, o governo pretende modificar o modelo de acesso, instituindo apenas uma prova obrigatória de acesso ao ensino superior por instituição, cabendo a cada uma delas decidir se haverá mais provas além da determinada. Entretanto, em algumas situações, pelo menos duas provas de acesso ainda poderão ser exigidas.
Essa intenção alinha-se às expectativas do CCISP, que expressou insatisfação em relação aos recentes quadros de vagas, que “não têm sido capazes de frear o aumento contínuo de ingressos em Lisboa e no Porto, exacerbando ainda mais as desigualdades entre o litoral e o interior”.
“O CCISP será sempre, por princípio, contra qualquer medida que aprofunde ainda mais essa desigualdade”, declarou o novo presidente do CCISP, ressaltando que em diversos países europeus as principais cidades não concentram mais de 20% do total de alunos no Ensino Superior, enquanto em Portugal, Lisboa e Porto ultrapassam os 50%.
No evento de posse do novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o Ministro da Educação aproveitou a oportunidade para revelar que o governo está buscando implementar uma série de reformas para fortalecer a autonomia das instituições de ensino superior, mantendo o sistema binário e permitindo a cada instituição desenvolver uma estratégia que se alinhe com a realidade de suas respectivas regiões.
