Militares Portugueses em Missões de Paz: Uma Oportunidade Aberta
Luís Montenegro estava falando durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Ucrânia, em sua primeira visita a Kyiv como primeiro-ministro.
“Não haverá nada que impeça os militares portugueses de realizarem na Ucrânia o mesmo que já realizam em países vizinhos como a Eslováquia, România, Letônia, Lituânia e em tantos outros onde as nossas Forças Nacionais Destacadas, no contexto da União Europeia e da NATO, participam em missões de paz e de dissuasão e segurança”, declarou.
Montenegro destacou sua intenção de ser claro: “Neste momento, isso não está em consideração e, portanto, até hoje, a nossa participação não implica nenhum tipo de compromisso terrestre. Já está em marcha a participação a nível marítimo e aéreo”.
“No que diz respeito ao futuro, tudo estará em aberto dentro das nossas responsabilidades”, garantiu.
Quando questionado sobre a posição de Portugal, o Presidente da República Volodymyr Zelensky reconheceu que é apenas após um cessar-fogo que se pode discutir essa questão.
“Concordo com o Luís, ainda é muito cedo para discutir isso”, afirmou.
Na terça-feira, durante uma audiência parlamentar, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, havia descartado o envio de tropas portuguesas para um cenário de guerra na Ucrânia, mas considerou a possibilidade de Portugal integrar uma “força de paz” em um contexto de acordo com garantias de segurança.
“Portugueses, para um cenário de guerra não irão, isso é certo. Contudo, se houver paz, não é a primeira vez que participamos de forças de paz”, respondeu Paulo Rangel a uma pergunta do Chega durante uma audiência na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
[Notícia atualizada às 13h42]
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