Montenegro em Kyiv: Visita com "significado especial" e "afeto"

Montenegro em Kyiv: Visita com significado especial e afeto

Luís Montenegro conversou com os jornalistas ao chegar à estação ferroviária de Kyiv, onde chegou logo após as 8h00 (6h00 em Lisboa), dois dias depois de um Conselho Europeu que aprovou um suporte de 90 milhões de euros para a Ucrânia nos próximos dias.

“Esta visita é principalmente a manifestação – e não exatamente um anúncio – de um apoio que tem sido constante desde o momento inicial da agressão injusta da Rússia, que Portugal sempre esteve ao lado da Ucrânia e dos ucranianos”, declarou.

Montenegro reconheceu que, apesar de já ter realizado várias viagens durante o último ano e meio à frente do Governo PSD/CDS-PP, esta visita a Kyiv possui “um significado muito especial”, sendo um “país que foi agredido, está sendo agredido, invadido e está em guerra”.

“Mais do que qualquer outro, este país naturalmente carece mais da nossa solidariedade e da nossa proximidade, para não dizer mesmo do nosso afeto, isso é o que trazemos”, afirmou.

O primeiro-ministro português acrescentou que, neste momento, “a Ucrânia precisa de assistência financeira, e é inútil ignorá-la”.

“Portugal tem prestado apoio de forma bilateral, ajudando a Ucrânia em diversos programas de várias naturezas: do ponto de vista humanitário, social, militar e político, mas Portugal também mantém uma relação próxima entre as nossas comunidades, e os governos têm a obrigação de representar e expressar o que o povo sente”, enfatizou.

Questionado sobre a decisão do Conselho Europeu, Montenegro disse que se tratava de “um sinal muito forte”, o qual o país apoiou.

“Desde o primeiro momento, Portugal esteve ao lado da Ucrânia, com um apoio expressivo nas áreas política, militar e financeira, e é exatamente isso que esta visita simboliza: a continuidade de um apoio forte, que é um apoio direto à Ucrânia, mas também à segurança e paz na Europa e em Portugal”, destacou.

O primeiro-ministro destacou que existem em Portugal várias dezenas de milhares de ucranianos, “alguns que procuraram em Portugal uma oportunidade independentemente das circunstâncias de guerra, e outros que, devido a essa mesma guerra, encontraram em Portugal um país que os acolheu e integrou”.

Montenegro sustentou que “o povo português compartilha um laço único com a Ucrânia e um sentimento de empatia com a dor ucraniana”, expressando um apoio praticamente consensual entre a população e amplamente majoritário no âmbito político-partidário.

“Somos parceiros, aliados, temos um acordo de cooperação assinado no dia 28 de maio de 2024 e estamos avançando nesse trabalho em um momento decisivo, buscando alcançar a paz e, mais do que nunca, a necessidade de um espírito de solidariedade e força tanto do lado europeu quanto do lado ucraniano”, defendeu.

Montenegro relatou que a viagem noturna de trem “transcorreu bem” e espera que as autoridades ucranianas demonstrem a continuidade da “capacidade de resistência que caracteriza a luta desse povo”.

“Espero poder mais uma vez expressar e dar suporte à nossa participação em um esforço conjunto, tanto no seio da União Europeia quanto na coalizão de boa vontade ou na NATO”, enfatizou.

Luís Montenegro chegou hoje de manhã a Kyiv para uma visita de um dia à Ucrânia, que inclui um encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Esta é a primeira visita de Luís Montenegro à Ucrânia – país invadido pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022 – desde que assumiu a liderança do Governo PSD/CDS-PP (abril de 2024).

[Notícia atualizada às 07h35]

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, chegou hoje pela manhã a Kyiv para uma visita de um dia à Ucrânia, que inclui uma reunião com o Presidente da República, Volodymyr Zelensky.

Lusa | 07:15 – 20/12/2025

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