Oliveira do Hospital distribui cinco toneladas de alimentos para abelhas
A ação é parte do Programa de Apoio aos Apicultores, promovido pela câmara municipal, com um investimento total de cerca de 15 mil euros, abrangendo as entregas referentes aos anos de 2024 e 2025.
O presidente da câmara, José Francisco Rolo, destacou que essa iniciativa apoia uma atividade econômica significativa, com relevância e tradição na região, similar ao suporte dado aos rebanhos de ovelhas da Serra da Estrela.
Conforme mencionado em um comunicado enviado à agência Lusa, o responsável sublinhou que a medida “não só visa incentivar a produção de mel, mas também reafirmar a importância das abelhas na preservação da biodiversidade e na polinização de culturas, especialmente em áreas rurais”.
Com base nas informações da Câmara Municipal, a ação foi motivada pelo fato de que o Governo “não incluiu o setor da apicultura nos apoios disponibilizados após os incêndios do verão” e pelas “mudanças climáticas, que têm impactado de forma crescente a regeneração natural da flora”.
A distribuição do alimento acontece diariamente desde o início de dezembro, sendo destinado aos apicultores residentes que exercem atividade apícola em Oliveira do Hospital, com a possibilidade de retirada do produto nos armazéns da câmara, localizados na Zona Industrial deste município no interior do distrito de Coimbra.
Uma fonte oficial da câmara comunicou à agência Lusa que a entrega do alimento é realizada conforme o número de colmeias pertencentes aos apicultores, que foram notificados sobre a iniciativa atualmente em vigor.
Esse programa, que entre 2024 e 2025 entregou aproximadamente 12 toneladas do alimento, continuará em funcionamento até que todos os apicultores registrados retirem o produto designado.
A câmara ressaltou que tem implementado ações de conscientização voltadas para a notificação de avistamentos e combate à vespa asiática, através da instalação de armadilhas e destruição de ninhos.
O propósito é “reduzir os impactos dessa espécie invasora na saúde, bem-estar e segurança das comunidades, assim como na atividade apícola, considerando o alto potencial destrutivo que apresenta para as colmeias”, finalizou.
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