PJ revela novos detalhes sobre a detenção do advogado Paulo Topa

PJ revela novos detalhes sobre a detenção do advogado Paulo Topa

O advogado Paulo Topa foi detido hoje no Porto pela Polícia Judiciária sob a acusação de “perigo de fuga iminente”, sendo suspeito de participar em um esquema de corrupção envolvendo desvio de fundos em processos de insolvência e recuperação de empresas, conforme confirmado pela PJ.

Em um comunicado, a Judiciária destaca que a detenção foi motivada pela “reunião de informação que indiciava perigo de fuga iminente”.

A operação ocorreu para cumprimento de um mandado emitido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto, que está investigando esse caso há vários meses.

O advogado é “indiciado pela prática dos crimes de corrupção ativa, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, pelos quais já havia sido detido em duas ocasiões”, sendo posteriormente libertado.

A detenção acontece poucos dias depois de a SIC noticiar que ele e administradores de insolvência são suspeitos de desviar 10 milhões de euros de empresários em falência. Segundo o canal, Paulo Topa estaria planejando uma fuga para o Brasil, embora o comunicado da PJ não especifique o destino.

Apesar de o nome de Paulo Topa não ter sido mencionado no comunicado da PJ, uma fonte da polícia confirmou à Lusa a detenção do advogado.

“A investigação da PJ foca na atuação coordenada do suspeito, que interveio em processos de insolvência e/ou recuperação de empresas, no exercício de suas funções profissionais como advogado”, especifica a nota.

O Ministério Público suspeita que Paulo Topa, em conjunto com outros dois suspeitos detidos pela PJ em abril, “desenvolveu um esquema criminoso que permitiu beneficiar os insolventes e possibilitar a apropriação de patrimônio pelos próprios ou em favor de terceiros, em detrimento dos credores”, reafirma o comunicado.

Segundo a PJ, o esquema contava com a participação de pessoas e empresas de confiança do advogado, que apresentavam “créditos fictícios e documentação falsa, incluindo contratos relacionados a bens imóveis ou alvarás de estabelecimento, com créditos que eram imediatamente reconhecidos sem a devida comprovação”.

Esses créditos fictícios permitiam não só “a apropriação imediata de bens móveis ou imóveis”, mas também “a aprovação dos planos de recuperação [dos destinatários do esquema criminoso], de modo que os devedores pudessem tirar proveito desses efeitos, suspendendo a ação dos verdadeiros credores e dissipando o patrimônio existente”.

No comunicado de abril, que foi divulgado quando os outros suspeitos foram detidos, a PJ estava ciente de que os crimes “terão sido praticados, pelo menos, desde 2016”.

Paulo Topa será ouvido em interrogatório judicial nas 48 horas após a sua detenção, o que deverá ocorrer no Tribunal de Instrução Criminal do Porto, onde as medidas de coação serão decididas.

No site da Ordem dos Advogados, a cédula profissional de Paulo Topa aparece como inativa.

A Polícia Judiciária (PJ) prendeu hoje o advogado Paulo Topa no Porto, segundo confirmou uma fonte policial à Lusa, e a operação foi realizada no contexto de uma investigação por desvio de fundos.

Lusa | 13:40 – 21/12/2025

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