Tabela de investimentos previstos no projeto de fábrica de IA em que Portugal participa

Portugal investe 15,6 milhões de euros em fábrica de IA com Espanha, Roménia e Turquia

O investimento autorizado pelo governo totaliza 15,6 milhões de euros, sendo 12 milhões destinados à atualização do supercomputador MareNostrum 5 e os restantes 3,6 milhões utilizados para cobrir os custos operacionais da fábrica de inteligência artificial durante o período de 2026 a 2028.

O governo aprovou um investimento de até 15,6 milhões de euros, entre 2026 e 2028, no projeto da Fábrica de Inteligência Artificial em Portugal, em colaboração com Espanha, Romênia e Turquia. Juntamente com isso, há um aporte de 3,7 milhões de euros voltado para o supercomputador português Deucalion.

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Vale lembrar que, em dezembro de 2024, a proposta de fábrica de IA do consórcio que inclui os quatro países foi selecionada pela Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho (EuroHPC JU).

A nova fábrica de IA em Espanha estará situada no Centro de Supercomputação de Barcelona e resultará da atualização do supercomputador MareNostrum 5. O contrato de expansão do supercomputador, assinado pela EuroHPC JU no final de 2025, prevê um investimento total de 129 milhões de euros.

Cerca da metade do investimento é garantida pela EuroHPC JU, enquanto o restante será dividido entre os países envolvidos no projeto. Em Portugal, a contribuição fica a cargo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), com o suporte do Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA) e financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Conforme uma Resolução do Conselho de Ministros, publicada no Diário da República, o projeto “executa duas ações da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, conforme previsto no Plano de Ação 2025-2026 da Estratégia Digital Nacional”.

Do total de 15,6 milhões de euros, 12 milhões vão para a atualização do supercomputador MareNostrum 5, enquanto os restantes 3,6 milhões cobrirão os custos operacionais da fábrica de IA no período de 2026 a 2028.

Tabela de investimentos previstos no projeto de fábrica de IA em que Portugal está envolvido

Quanto ao Deucalion, a Resolução destaca que é “fundamental garantir as condições de operação” do supercomputador “por meio de equipes altamente qualificados que mantenham a operação diária desse recurso avançado até o final do contrato com a EuroHPC JU, previsto para 2029”.

Nesse sentido, entre 2026 e 2029, está projetado um investimento anual de 925 mil euros para as despesas operacionais do Deucalion.

Localizado no campus de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães, o Deucalion já foi a casa de mais de 350 projetos e 1.000 usuários, sendo gerenciado tecnicamente pelo Centro Nacional de Computação Avançada, com os recursos controlados pela FCT.

Clique nas imagens para visualizar o Deucalion em maior detalhe

Além das fábricas de IA anunciadas em 2024, em outubro de 2025, Bruxelas avançou com um plano de expansão da infraestrutura computacional dedicada à tecnologia, que agrega seis novas fábricas de IA à rede europeia.

Essas novas fábricas serão implantadas na República Checa, Lituânia, Países Baixos, Romênia, Espanha e Polônia. No total, a rede agora conta com 19 fábricas de IA em 16 estados membros da UE.

Mapa das fábricas de IA na Europa

Paralelamente às fábricas de IA, as gigafábricas de IA surgem como um dos elementos centrais do Plano de Ação do Continente da IA que foi apresentado pela Comissão Europeia no ano passado.

O objetivo do governo europeu é estabelecer cinco fábricas de grande escala, com um investimento de 20 milhões de euros, equipadas com aproximadamente 100.000 chips de IA de última geração, integrando data centers e capacidades computacionais avançadas para desenvolver modelos complexos de IA.

Em março, numa declaração feita na 36ª Cimeira Luso-Espanhola, Portugal e Espanha formalizaram a intenção de apresentar uma candidatura conjunta à Comissão Europeia para a construção de uma gigafábrica de IA.

Estão previstas as instalações das infraestruturas tanto em Portugal quanto em Espanha, com um investimento total de 8 mil milhões de euros. Em Portugal, Sines foi escolhida como a localidade para a implementação das infraestruturas, com o governo a destinar 6 mil milhões de euros, valor que será cofinanciado pela União Europeia.

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