Esta é a estreia de Luís Montenegro em solo ucraniano – um país que foi invadido pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022 – desde que tomou as rédeas do Governo PSD/CDS-PP em abril de 2024, e ocorre aproximadamente um ano e meio após a visita de Zelensky a Portugal em maio do ano passado.
O primeiro-ministro português, acompanhando pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, iniciou sua jornada noturna em um trem que partiu da estação ferroviária de Medyka (Polônia) e chegou a Kyiv às 08:13 (duas horas a menos que em Lisboa).
Durante sua estadia na capital da Ucrânia, além de se encontrar com Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro terá reuniões com sua contraparte ucraniana, Yulia Svyrydenko, e o presidente do Parlamento, Ruslan Stefanchuk.
A visita a Kyiv segue uma deslocação à Eslováquia, onde na sexta-feira, Montenegro visitou os militares portugueses na base militar de Lest, e ocorreu após sua participação no Conselho Europeu em Bruxelas na quinta-feira, onde foi acordado um apoio de 90 milhões de euros à Ucrânia nos próximos dois anos por meio da emissão de dívidas conjuntas, em virtude da falta de consenso sobre um empréstimo de reparações baseado nos ativos russos congelados.
O ex-primeiro-ministro, Antonio Costa, esteve em Kyiv em maio de 2022, tendo já retornado na qualidade de presidente do Conselho Europeu, cerca de três meses após a invasão russa do país.
O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a Ucrânia em agosto de 2023, durante uma missão de dois dias que coincidiu com as celebrações do 32º aniversário da independência do país.
Em 28 de maio do ano passado, o presidente da Ucrânia esteve em Lisboa, numa rápida visita de seis horas, que concluiu uma série de visitas por várias capitais europeias.
Durante sua estadia em Lisboa, recebeu boas-vindas de Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro e assinou um acordo de cooperação e segurança com Portugal com um horizonte de dez anos.
Conforme fontes diplomáticas, a visita de Luís Montenegro a Kyiv era há muito desejada, destacando os frequentes contatos que o primeiro-ministro manteve com o presidente ucraniano desde sua eleição, tanto em nível bilateral quanto através da chamada “coalizão dos dispostos”.
A data da viagem a Kyiv foi acordada entre as partes e ocorre em um momento em que há negociações mediadas pelos Estados Unidos para alcançar um cessar-fogo, logo após o importante Conselho Europeu desta semana.
Neste contexto de busca pela paz, Portugal defende que “nada pode ser decidido sem a Ucrânia e sem a Europa”, e as mesmas fontes afirmam que o suporte a este país envolve muito mais do que uma questão militar, sendo crucial para a defesa da segurança e modo de vida europeus.
Em 2024, o apoio militar de Portugal à Ucrânia chegou a 227 milhões de euros – seis milhões a mais do que inicialmente estava previsto – valor que deverá ser mantido neste ano, sem incluir o apoio humanitário, que é estimado em cerca de 40 milhões desde o início do conflito.
[Notícia atualizada às 07h24]
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