Prisão preventiva de homem de 42 anos por envolvimento em esquema de falso acidente
Em um comunicado oficial, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da Polícia de Segurança Pública (PSP) informou que a detenção ocorreu às 12h30, fora da situação de flagrante delito, em cumprimento de um mandado de prisão, relacionado com a prática de vários crimes, incluindo “burla qualificada, coação agravada, dano e detenção de arma proibida”.
De acordo com a PSP, a detenção foi realizada na área de acesso à Ponte 25 de Abril, com direção a Almada–Lisboa, após uma investigação “extensa e complexa”, conduzida pela polícia, no decorrer de vários inquéritos, relacionados a um “sistema criminoso reiterado conhecido como o fenômeno do ‘falso acidente’, que teve como vítimas, pelo menos, 12 pessoas”.
Durante a investigação, segundo a nota divulgada, a PSP constatou que o suspeito operava de forma “organizada e sistemática”, dirigindo-se intencionalmente a estacionamentos de grandes superfícies comerciais, onde escolhia as vítimas com base na sua idade avançada e vulnerabilidade específica.
“Após seguir os veículos, ele abordava os motoristas de maneira exaltada e ameaçadora, falsamente acusando-os de terem danificado sua própria viatura, exigindo imediatamente o pagamento de quantias em dinheiro para a suposta reparação”, complementa a nota.
Para aumentar a credibilidade da sua farsa, o indivíduo utilizava “comportamentos manipuladores”, como “simular chamadas telefônicas para oficinas de automóveis, apresentar orçamentos fictícios” e, em algumas situações, provocar intencionalmente danos nas viaturas das vítimas com objetos cortantes, sem que estas percebessem.
Conforme relatado pela PSP, sob a “pressão psicológica aplicada”, várias vítimas acabaram por entregar valores monetários ao homem ou foram forçadas a se deslocar até caixas eletrônicos, além de realizarem transferências através de meios digitais.
Os eventos apurados revelam, segundo a nota da PSP, um “padrão consistente de conduta criminosa”, que se repetiu ao longo do tempo e foi geograficamente disperso, causando um elevado alarme social, afetando especialmente “setuagenários e octogenários, legalmente considerados vítimas de alta vulnerabilidade”.
Após a prisão, a PSP executou buscas em residências e veículos, resultando na apreensão de várias provas, incluindo uma arma de fogo adaptada, munições, quantidades de dinheiro suspeitas de origem ilícita, equipamentos eletrônicos e o veículo que foi utilizado na prática dos delitos.
O indivíduo detido já foi levado à Autoridade Judiciária, onde foi imposta a medida de coação mais severa, a prisão preventiva.
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