Proteção de Aves Ameaçadas: Parceria entre a Fundação da Casa de Bragança e a REN

Proteção de Aves Ameaçadas: Parceria entre a Fundação da Casa de Bragança e a REN

A Fundação da Casa de Bragança (FCB) e a REN – Redes Energéticas Nacionais uniram esforços na proteção de duas aves estepáricas em risco no país: o sisão e a abetarda. Este projeto abrange uma área de 100 hectares de pastagens e pousios pertencentes à FCB, localizada no concelho de Elvas, que será aprimorada para criar um habitat propício à reprodução dessas espécies.

As ações a serem implementadas focam principalmente na gestão e aprimoramento das pastagens, com o objetivo de assegurar, durante a época de reprodução, a manutenção de vegetação com altura adequada e a redução de perturbações. Para isso, uma vedação foi estabelecida (incluindo um corta-fogo) ao redor da área, com o intuito de evitar a presença de gado entre 15 de Março e 30 de Junho, período em que outras atividades agrícolas também estão sujeitas a restrições.

Este projeto conta com a supervisão científica do BIOPOLIS-CIBIO, o maior centro de investigação em Portugal dedicado à Biodiversidade e Recursos Genéticos, que formulou o plano de ação e irá monitorar a execução e avaliar a eficácia das intervenções. Um balanço do projeto será realizado em 2029, para decidir os próximos passos.

«As Herdades da Fundação da Casa de Bragança são, há muitos anos, referência na conservação da avifauna», afirma Hugo Carvalho, da FCB. «Com este projeto, conseguiremos conciliar a preservação da biodiversidade com a proteção do patrimônio natural e agrícola do Alentejo», complementa o representante da FCB.

«Há muitos anos, a REN abraçou a responsabilidade pela proteção, monitorização e restauração da biodiversidade, integrando esses valores em sua estratégia de gestão», relata Mónica Conceição, Diretora de Operações da REN. «Além disso, a proteção da biodiversidade e o engajamento das comunidades locais são pilares da estratégia de sustentabilidade da REN», acrescenta.

Esta ação se insere no contexto da implementação da Linha Estremoz – Alandroal, essencial para ampliar a capacidade de transporte de energia e garantir a estabilidade da rede no Alentejo, refletindo o compromisso das partes envolvidas com a preservação da biodiversidade e o fortalecimento do território.

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