Marvão: Hotel Museu Quase Pronto
No evento de entrega simbólica das distinções PME Valor e PME Excelência ao grupo empresarial, realizado na Pousada, o empresário Jorge Rosado aproveitou para reunir todos os colaboradores dos vários estabelecimentos – Pousada de Marvão, restaurante Ninho d’Águias, restaurante Varandas do Alentejo e Estalagem D. Dinis – durante a época natalina, apresentando as novidades do Marvão Hotel Museu e promovendo uma visita ao local, cuja obra se encontra na fase final, com abertura prevista para o final de Janeiro ou início de Fevereiro.
Além de Maria Luís, gerente da GGD de Nisa, e Ana Fé, gestora de conta, também estiveram presentes o vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo – Ribatejo, Pedro Beato, e o vogal Executivo do Programa Operacional Regional do Alentejo, Tiago Teotónio Pereira.
Ao final da cerimônia, os representantes da CGD expressaram que era “um grande orgulho trabalhar com o Jorge”, a quem transmitiram os parabéns.
Jorge Rosado destacou que os prêmios “são para as equipas”, recordando que tudo começou com o Varandas do Alentejo, que “é a casa-mãe”, e expressando o orgulho pelas distinções que incluem o Prêmio PME Líder, a visibilidade no “Boa Cama, Boa Mesa” e o Prêmio de Sustentabilidade pelas boas práticas ambientais, cuja entrega foi realizada em Marvão, fruto de “um esforço pessoal, familiar, mas também de todos” os colaboradores que fazem desta “a maior empresa de Marvão”, enfatizando que sua visão é fundamental “ajudar todas as empresas”, pois “não podemos estar bem e os outros mal”.
O empresário, que apresentou o projeto global do novo hotel que será inaugurado em breve, anunciou que a empresa realizará seu passeio anual em breve e que no Natal concede dois dias de folga aos colaboradores, agradecendo a dedicação e o esforço de todos. Jorge Rosado também fez questão de mencionar “aqueles que trabalham conosco e que não são de cá, mas de outros países, e que queremos que se sintam bem aqui”, residindo em casas alugadas pela empresa.
Turismo é a indústria da paz
O vice-presidente da ERTA lembrou que “vim dos hotéis”, “sei como é gerir”, “sei como é começar às 6 horas e trabalhar aos sábados, domingos e feriados”, por isso o turismo “é a indústria da paz, a indústria que faz diferença e cria destino”. Salientou que “é diferente estar aberto ou fechado”, assim como “é diferente um bom serviço de um mau serviço”, já que “o turismo é uma relação pessoa a pessoa”, e “só será bom se for bom para a comunidade”.
No contexto português, “sabemos acolher, é assim que somos”, e é fundamental “como recebemos os que vêm de fora”, apontando que “o turismo acrescenta e transforma”. Destacou que “Jorge é um visionário para Marvão”, “um jovem empresário com muitos anos”, que está “fazendo diferente” e “ganhando prêmios”, algo que “não é fácil em territórios do interior”.
Pedro Beato ressaltou que o Grupo Pestana acredita na Pousada porque “vê o histórico”, e agora Jorge está se lançando em “mais um novo desafio”, onde a “estratégia será a qualificação – não o número, mas a qualidade”, ressaltando que “o Alentejo é qualidade”. Ele também mencionou a aposta da ERTA no mercado espanhol, especialmente em Extremadura e Andaluzia, através da promoção em feiras regionais, pois “não há fronteiras”, e anunciou uma nova rota por Valencia de Alcântara nos Caminhos de Santiago, finalizando que “não são todas as empresas que têm o mérito da excelência”, sendo certo que aqui “é o mérito da liderança que tudo promove”.
Tiago Teotónio Pereira, que é da região e amigo de longa data, começou por “saudar a Rosário e o Fernando”, pais de Jorge Rosado, que “estão na gênese do que estamos a colher, mas a semear”, expressando seu “orgulho” na amizade e enfatizando que “sobre Teresa e Jorge é difícil falar, porque é falar de amigos”, destacando que “quando há planejamento e estratégias, os resultados aparecem”… e “qualquer dia estaremos nos 40 e nos 50 e os resultados vão perdurar”, pois “é Marvão que está a ganhar”.
O responsável pelo PORA destacou que o projeto do novo hotel “foi aprovado não por eu estar na Comissão do programa Operacional do Alentejo, até porque este projeto competiu com outros de grande qualidade”, portanto “esta celebração hoje é de orgulho, de esperança e também de grande rigor”.
Investimento de 2,3 milhões
Jorge Rosado lembrou que “há dois anos a Pousada estava para fechar” e havia “uma obra “encalhada” na Rua do Castelo”, sendo essas “duas missões que nos foram atribuídas”. “O Grupo Pestana confiou em nós e somos leais”, seguindo em frente com o projeto do Marvão Hotel Museu na famosa “Casa da Janela Manuelina”, que “é diferenciador”, oferecendo um hotel de quatro estrelas que Marvão ainda não tinha e que “é muito importante para a qualificação da oferta”.
O empresário afirmou que tem “objetivos qualitativos e não quantitativos”, pois se assim não fosse “f faríamos 20 quartos, o que seria mais simples, e porque o que dá dinheiro são os quartos”.
O Marvão Hotel Museu, cuja obra complexa está na fase final, é realizada pela empresa Decoter, de Alter do Chão, e conta com 12 quartos de diferentes tipologias, incluindo para famílias e para pessoas com mobilidade reduzida. Toda a complexa instalação eletrotécnica está sendo executada pela CC Lagarto, de Portalegre.
O investimento total na obra é em torno de 2,3 milhões de euros, sendo que o financiamento elegível é de 2,1 milhões.
Durante a visita à obra, foi revelado que o edifício contará com um gerador com autonomia para três dias de fornecimento de energia para toda a instalação, além de um restaurante e uma das salas de estar dotadas de uma lareira central.
Próximo à recepção, haverá um amplo espaço museológico, cuja concepção é coordenada pelo professor doutor Jorge de Oliveira, um nativo de Marvão, onde na parede de rocha da sala-museu serão projetadas as pinturas rupestres existentes no Ninho do Bufo, próximo à fronteira com a Espanha e de acesso bastante difícil, além de que ali ficará exposta uma moeda de D. Sancho, encontrada durante a obra.
“Da pedra à pólvora” será o título da exposição permanente que contará a história de Marvão com materiais cedidos pela coleção de José Rivero Sudon, além de que haverá mais duas exposições temporárias a cada ano.










