Cunheira Sedia X

Cunheira Sedia X

O último fim-de-semana trouxe à Freguesia de Cunheira, no concelho de Alter, a segunda etapa do Troféu TH Clothes X-Trophy 2026, um evento que mais uma vez evidenciou a força deste troféu, acolhendo um número elevado de participantes em todas as suas categorias. Esta jornada ganhou relevância extra por fazer parte do Campeonato Nacional de Mini Baja, reforçando a qualidade e a magnitude do evento.

O percurso, traçado nas cercanias da aldeia, recebeu muitos elogios de pilotos e espectadores. Com um traçado rápido, técnico e bem concebido, proporcionou várias oportunidades para o público acompanhar de perto a ação em áreas amplas e visualmente impactantes. Apesar das chuvas dos dias anteriores, o piso não ficou suficientemente encorpado, permitindo a presença de pó durante toda a prova. No entanto, uma brisa fria e constante acabou por desempenhar um papel benéfico, limpando o traçado pouco depois da passagem dos competidores e assegurando níveis de visibilidade aceitáveis.

Iniciados quebram recordes

A componente desportiva teve início com as categorias de Iniciados, numa etapa que ficará registrada na história do Campeonato Nacional de Mini Baja. A competição contou com o maior número de participantes até agora, refletindo o crescimento da modalidade nas faixas etárias mais jovens. A adesão expressiva foi bem recebida pelos representantes da FMP presentes, assim como pela organização e os promotores, sublinhando a importância desta categoria como alicerce do futuro do todo-o-terreno nacional.

Em pista, a ação dividiu-se em duas corridas, organizadas por faixas etárias e níveis de experiência. Na primeira, dedicada aos mais jovens das classes TT1 e TT2, a rivalidade foi intensa. Na TT1, a disputa pelo primeiro lugar foi acirrada, com os três primeiros colocados separados por menos de três segundos no final. Na TT2, Lucas Araújo destacou-se com uma atuação segura e sólida, impondo seu ritmo em meio a um pelotão numeroso e determinado.

A segunda corrida, destinada às classes TT3 e TT4, viu o nível de competitividade aumentar, e as diferenças entre os participantes começaram a se manifestar com mais clareza, sem que a competitividade se perdesse. Na TT3, Martim Alves se destacou, controlando a corrida diante da concorrência. Já na TT4, Francisco Porto Nunes protagonizou uma das disputas mais emocionantes do dia, garantindo a vitória por uma margem estreita, com os primeiros colocados separados por poucos segundos até a bandeira de xadrez.

Nos Quads de Iniciados, a evolução e a competitividade foram notórias. As corridas foram bastante disputadas, com diversos pilotos mostrando um ritmo consistente e uma leitura de prova já bastante madura para suas idades. A regularidade continuou a fazer a diferença, com um pelotão em crescimento tanto em número quanto em qualidade.

Quads iniciam a competição

Seguindo a lógica de alternância das corridas no troféu, o pelotão de Quads foi o primeiro a entrar em ação nas categorias principais. Eles foram, evidentemente, os mais afetados pelo pó, especialmente nas voltas iniciais, quando a proximidade entre os pilotos dificultou a visibilidade, exigindo uma condução mais cautelosa. À medida que a corrida avançava e os concorrentes se espaçavam, as condições melhoraram, permitindo um ritmo mais fluido e consistente na fase intermediária e final.

Na categoria Elite, Tomás Paulo destacou-se ao completar 12 voltas, sendo o único a alcançar tal marca. Atrás dele, a luta pelos lugares seguintes foi fragmentada, com Carlos Reguinga, Carlos Ribeiro e Martim Pedroso terminando com 11 voltas, e Ricardo Lopes completando 10. Nas classes Hobby, o cenário foi bastante equilibrado, especialmente na Q1, onde os seis primeiros classificados — liderados por João Sousa — completaram todos 11 voltas, garantindo emoção até as últimas voltas. Na Q2, Nelson Ferreira levou a melhor com 10 voltas, seguindo-se Bernardo Conceição.

Na categoria Veteranos, Carlos Reguinga se destacou como o mais experiente, somando 11 voltas e mostrando um domínio claro sobre seus adversários na categoria. Na classe Juniores, Tiago Cruz teve uma performance consistente, enquanto na classe Q-Feminino, Joana Mendes concluiu a corrida com 10 voltas, sendo a única mulher representante nos Quads nesta etapa.

Motos em disputas acirradas

Nas competições de motos, o foco inicial foi a qualidade e consistência dos inscritos, com a presença dos principais concorrentes aos lugares de destaque. O pó continuou a ser uma presença constante, mas com menos impacto direto, devido ao maior espaçamento entre os pilotos e ao próprio desenvolvimento das corridas.

Em termos competitivos, as corridas foram intensamente disputadas, com diferentes táticas sendo aplicadas. Na classe TT1, Jorge Leite se destacou, sendo o único a completar 12 voltas e mantendo um ritmo elevado e constante durante toda a prova — registrando a melhor volta da corrida em 7:42.513. Na TT2, João Duarte replicou esse domínio, também alcançando 12 voltas e construindo uma vitória baseada na regularidade, estabelecendo a melhor volta em 7:48.807. Nas classes Hobby, o equilíbrio foi a característica marcante, com Diogo Fernandes vencendo na TT1 após uma disputa acirrada — todos os cinco primeiros completaram 11 voltas — e Flávio Neves impondo-se na Hobby TT2 com o mesmo número de voltas.

Na classe Juniores, Francisco Porto Nunes mostrou-se o mais rápido, completando 11 voltas e superando Martim Caetano e Afonso Gois, que completaram o pódio. Uma categoria com bom nível, evidenciando a saúde da base competitiva do troféu, juntamente com os Iniciados.

Nos Veteranos, Oscar Duarte conquistou a vitória com 11 voltas, superando João Pires por pouco mais de um minuto, em uma categoria muito competitiva onde Nuno Filipe e Hélio Neves também terminaram com 11 voltas — evidenciando a paridade do nível dessa classificação.

Na classe TT-Feminino, Daniela Mateus completou nove voltas e assegurou a vitória, com Rafaela Nunes em segundo, com 7 voltas. A presença feminina é sempre bem-vinda pela organização e deve continuar a ser incentivada.

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