Mercado de PCs deve recuar 11,3% em 2023; crise das memórias se estenderá até 2027
A IDC já revisou suas previsões sobre o mercado de computadores e, à medida que a crise das memórias avança e novas disrupturas nas cadeias de suprimento se manifestam, a consultoria delineia um panorama desfavorável para este ano.
Segundo os dados fornecidos pela consultoria, as vendas de PCs no varejo deverão diminuir 11,3% em 2026, com uma queda bem mais acentuada do que as previsões feitas em novembro passado. O envio de tablets também deverá registrar uma queda de 7,6% neste ano.
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Em um comunicado, a IDC informa que as revisões refletem uma combinação de fatores, incluindo a escassez de memória, aumento nos preços dos componentes e restrições mais amplas nas cadeias de suprimento. Os analistas projetam que esses elementos continuarão a dificultar a produção até pelo menos 2027, tornando incerta a recuperação do mercado.
A IDC observa que, no momento em que as previsões foram feitas, o conflito no Oriente Médio ainda não havia atingido os níveis atuais, acrescentando mais um desafio para diversas indústrias, incluindo o setor tecnológico.
“O setor tecnológico, assim como muitos outros, enfrenta desafios externos fora de seu controle que, quando combinados, resultam em grandes perturbações,” diz Ryan Reith, vice-presidente de grupo na área de dispositivos e consumo da IDC.
Conforme o analista, a lista de eventos industriais e geopolíticos continua a se expandir, “tornando a tomada de decisões, e até mesmo a sobrevivência em alguns setores, quase impossível”.
Apesar desse cenário, o mercado exibe alguns indícios de resiliência, detalha a IDC. O aumento no preço médio de venda deverá elevar o valor total do mercado, com PCs crescendo 1,6% até alcançar 274 bilhões de dólares e tablets aumentando 3,9%, para 66,8 bilhões de dólares em 2026.
“A fase dos PCs e tablets a preços extremamente baixos parece ter ficado para trás, pelo menos por enquanto, à medida que o aumento dos preços médios de venda e dos custos dos componentes altera a dinâmica do mercado”, comenta Jitesh Ubrani, responsável pela pesquisa dos Worldwide Mobile Device Trackers da IDC.

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O analista destaca que a falta de memórias deverá se estender até 2027. “Embora projete algum alívio nos preços a partir de 2028, é improvável que o mercado retorne aos níveis vistos em 2025”, alerta, acrescentando que a IDC antecipa um “novo normal” caracterizado por preços médios estruturalmente mais altos e uma demanda de longo prazo mais moderada.
Olhar para o futuro indica que as fabricantes devem priorizar a resiliência nas cadeias de suprimento e adotar estratégias de aquisição de componentes mais flexíveis, buscando alternativas com especificações mais modestas para controlar custos e manter os preços dos equipamentos mais acessíveis.
