Israel investiga possível envolvimento do Irão na morte de Nuno Loureiro
Indivíduos israelitas estarão a investigar o possível envolvimento do Irão no assassinato do destacado físico português Nuno Loureiro, que foi morto a tiro em frente à sua residência, na segunda-feira, 15 de dezembro, em Brookline, Massachusetts, EUA, reporta o Jerusalem Post.
Conforme mencionado pelo jornal, os serviços de segurança israelitas estão a avaliar informações coletadas recentemente que podem indicar uma ligação do Irão ao assassinato de Nuno Loureiro.
No entanto, o artigo destaca que, até o momento, não existem provas concretas que vinculem o assassinato do português a ações de um estado.
As autoridades americanas ainda não confirmaram esta informação.
O Jerusalem Post lembra que a investigação israelita é fundamentada na “natureza sensível” das pesquisas que o físico português realizava.
Entretanto, fontes bem informadas asseguram que, neste estágio, “não há determinação ou evidência que associem o assassinato a uma operação estatal ou de inteligência”.
Nuno Loureiro era amplamente respeitado como um dos principais pesquisadores internacionais na área de energia e física nuclear, tendo ocupado papéis significativos em centros de pesquisa dedicados ao “desenvolvimento de tecnologias futuras”.
Além disso, Loureiro era conhecido por manifestar publicamente seu apoio a Israel, exibindo cartazes de apoio na janela da sua casa, e era casado com uma mulher israelita.
Até agora, os serviços de segurança americanos não adiantaram teorias, limitando-se a informar que estão à procura de um suspeito.
Filha de 14 anos testemunhou o crime
Segundo reportagens da mídia americana, a filha de 14 anos de Nuno Loureiro presenciou o ataque e chegou a ver o autor do crime.
Loureiro teria sido atingido por três disparos. Ele foi levado ao hospital, mas não sobreviveu aos ferimentos, vindo a falecer horas após os tiros, na manhã de terça-feira.
Nuno Loureiro, 47 anos, era natural de Viseu e completou sua formação em Lisboa. Posteriormente, obteve o doutorado em Londres, no Reino Unido. Em 2016, mudou-se para os EUA, onde residia com sua esposa e as três filhas.
Desde 2024, Loureiro, que foi reconhecido com diversos prêmios ao longo da sua carreira, era o diretor do laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um dos mais prestigiados do mundo nessa área.
A polícia americana continua a investigar o assassinato do português, mas o autor ainda não foi identificado ou preso.
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