O misterioso gadget de IA da OpenAI pode ser um smartphone
Após meses de especulações sobre um dispositivo de IA criado por Jony Ive, novas informações indicam que a OpenAI pode estar desenvolvendo um smartphone com um agente de IA integrado. No entanto, não espere por um lançamento antes de 2028.
Nos últimos meses, o que se sabia sobre o primeiro aparelho que a OpenAI estava a desenvolver era escasso e bastante vago. Apenas se sabe que contará com a participação de Jony Ive, o icônico ex-designer da Apple que foi responsável pelo design visual da maioria dos produtos emblemáticos da marca da maçã, e Sam Altman havia prometido algo realmente inovador.
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Conforme mencionado anteriormente, a empresa está “no caminho certo” para apresentar seu primeiro produto na segunda metade de 2026. Rumores recentes sugerem que pode tratar-se de um objeto que se assemelha a um pin, uma caneta ou até mesmo fones de ouvido sem fio, mas nada previa o que foi agora revelado (ainda que sob a forma de rumor).
De acordo com Ming-Chi Kuo, analista da TF Securities International e uma fonte confiável do setor, a OpenAI está trabalhando em um smartphone. E não um smartphone comum, mas sim um dispositivo que Kuo descreve como um “telefone com agente de IA”. Esse aparelho terá uma camada de aplicações tradicionais substituída por um agente de inteligência artificial que realiza tarefas em nome do usuário.
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Isto significa que, ao invés de uma interface repleta de aplicações para abrir, tocar e deslizar, o usuário apenas precisa informar ao agente o que deseja, e o agente executa a tarefa. Segundo o analista, a OpenAI está colaborando com a Qualcomm e a MediaTek na criação de processadores para o dispositivo, o que aumenta a credibilidade dessa informação, dada a experiência do analista em prever lançamentos de produtos com precisão.
A racionalidade por trás do desenvolvimento do smartphone também foi explicada por ele. “Somente ao controlar completamente o sistema operacional e o hardware, a OpenAI poderá fornecer um serviço de agente de IA verdadeiramente completo.” Foi exatamente a falta desse controle total que prejudicou o Ai Pin da Humane, um gadget de IA que prometia libertar os usuários do celular, mas que foi descontinuado após uma reação negativa.
Sem um acesso profundo ao sistema, qualquer agente de IA tem suas limitações, definidas pelo que o fabricante do dispositivo permite. Com seu próprio smartphone, a OpenAI eliminará esse obstáculo. Quanto ao sistema operacional, a opção mais provável, segundo analistas, é o uso do Android como base. Essa escolha se justifica pela flexibilidade do sistema, bem como por sua capacidade de gerenciar comunicações, redes e controladores de câmera e áudio, dispensando assim a necessidade de desenvolver uma engenharia alternativa.
O conceito de “telefone com agente de IA” não é exclusivo da OpenAI. O Pixel 10 da Google já começou essa transformação ao incorporar recursos que antecipam tarefas entre aplicações. O próprio Samsung Galaxy S26 permite, por exemplo, solicitar um Uber usando um comando de voz, fazendo o assistente navegar automaticamente pela aplicação até a confirmação do pagamento. A diferença é que a OpenAI entrará no mercado sem o peso de um ecossistema já existente, buscando redefinir tudo desde o início.
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E agora surge a indagação inevitável. Jony Ive, o homem que ajudou a moldar a estética do iPhone, poderá realmente estar projetando um dispositivo que utiliza Android? Indícios apontam que sim. Segundo Ming-Chi Kuo, a produção em massa deverá começar em 2028, indicando um lançamento previsto para a segunda metade deste ano. Entretanto, não se descarta a possibilidade de uma linha de gadgets mais compactos que a colaboração com Jony Ive está desenvolvendo.
