Trump cancela cerimônia de assinatura da ordem executiva sobre IA na última hora
Poucas horas antes de um evento no qual estavam convocados os principais líderes do setor tecnológico do país, Donald Trump anunciou que não ficou satisfeito com o conteúdo e decidiu adiar a assinatura, mencionando o risco de comprometer a posição americana em relação à China.
A Casa Branca cancelou, com pouco tempo de aviso, a cerimônia em que Donald Trump deveria formalizar uma ordem executiva relacionada à inteligência artificial e cibersegurança. O próprio presidente anunciou o adiamento aos jornalistas na Sala Oval, explicando que não estava satisfeito com determinados aspectos da ordem e, portanto, decidiu adiá-la.
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Os principais executivos do setor tecnológico, incluindo áreas de IA e cibersegurança, tinham recebidos convites para participar da cerimônia que seria realizada na tarde de quinta-feira na Casa Branca. O evento foi adiado para uma nova data a ser definida. Segundo o presidente, “estamos à frente da China, estamos à frente de todos, e não quero fazer nada que prejudique essa liderança”, justificando que temia que o documento pudesse comprometer essa vantagem dos Estados Unidos.
Donald Trump expressou sua preocupação com a competição global em inteligência artificial frente à China. Este episódio ocorre em um contexto em que a administração ainda demonstra incerteza sobre como reagir à nova geração de modelos de IA, que estão se tornando cada vez mais avançados. A partir do início de seu segundo mandato, a administração Trump revogou a ordem executiva de Joe Biden de 2023 que tratava de segurança e riscos da IA, posicionando-se como favorável a uma abordagem menos regulatória para manter a competitividade americana.
Especialistas da indústria e da segurança aguardavam que uma ordem executiva abordasse as preocupações existentes em cibersegurança, bem como os riscos relacionados a armas biológicas, desenvolvimento nuclear e pesquisa autônoma em IA. O adiamento também reflete um cenário marcado por tensões internas, de acordo com a publicação Axios. Segundo a matéria, o esforço para a preparação desta ordem executiva tem enfrentado discordâncias internas, resultando na recusa de Trump em assinar o documento.
IA
Pentágono utiliza o Claude Mythos para “corrigir” falhas de segurança enquanto remove a Anthropic de seus sistemas
O Departamento de Defesa dos EUA está utilizando o modelo de cibersegurança Claude Mythos, que ainda não está disponível ao público, para identificar e remediar vulnerabilidades críticas na infraestrutura governamental, uma ação inusitada para uma administração que planeja a remoção total dos produtos da empresa considerada um risco.
Dado que o documento foi elaborado pela própria equipe de Trump, isso revela ainda mais o estado do debate em Washington sobre como regular (ou não) a inteligência artificial. Especialistas temem que essa indecisão possa atrasar o lançamento de novos modelos, além de influenciar negativamente os resultados das grandes empresas de tecnologia. Além disso, há riscos associados à cibersegurança, algo que a administração está considerando, razão pela qual o Pentágono confirmou o uso do Claude Mythos para detectar e corrigir vulnerabilidades críticas na infraestrutura governamental.
