Lenovo Legion Go Gen 2: A Consola Portátil com Ecrã OLED de Sonho que Desafia os Limites do Peso
O setor das consolas portáteis atravessa um dos seus momentos mais brilhantes e competitivos, alterando a nossa perspectiva sobre o gaming em PC. O que outrora era um espaço para aficionados, tornou-se agora um ecossistema sólido, dominado por várias empresas de tecnologia em busca de um equilíbrio ideal entre desempenho gráfico, eficiência, autonomia e portabilidade.
Enquanto os laptops para gaming mantêm uma base de fãs própria, as consolas agora estabelecem um padrão em termos de conforto e conveniência, permitindo aos usuários jogarem em qualquer lugar, com a promessa de duração da bateria, ao mesmo tempo que minimizam o desconforto nos pulsos, causado pelo peso excessivo de muitos dispositivos disponíveis no mercado.
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Anunciada na IFA do ano anterior, a Lenovo Legion Go Gen 2 chegou ao mercado gradualmente no final de 2025 com a versão Windows 11, sendo esperada uma opção para SteamOS já neste mês de junho.
Ainda com o modelo a ser introduzido no mercado, os concorrentes já anunciaram suas próximas propostas: the MSI Claw 8 EX AI+ é a pioneira em utilizar o processador Intel Arc G3 Extreme, prometendo melhorias de desempenho; a ROG Xbox Ally X20 foi apresentada na Computex 2026, destacando-se como a mais potente portátil do mercado, com um display maior, mais memória RAM (que certamente não será barata) e analógicos TMR. A Acer também anunciou a nova geração da portátil Nitro Blaze, mas ainda não a lançou em Portugal.
É nesse cenário que a Lenovo finalmente tornou a Legion Go Gen 2 disponível para testes, ainda com a versão Windows 11. O novo modelo já se beneficia das atualizações realizadas pela Microsoft no sistema operacional da ROG Xbox Ally X, o que permite ocultar ícones e menus, substituindo a navegação via mouse pelos controles analógicos da consola. Embora ainda não seja a solução ideal, especialmente quando comparado ao SteamOS da Legion Go S, que é a verdadeira experiência portátil no PC, inspirando-se na Steam Deck.
Explore as imagens da Lenovo Legion Go Gen 2
A Lenovo atendeu às críticas recebidas pelo modelo original com este lançamento da nova geração, corrigindo as deficiências mais notórias do primeiro modelo. A mudança mais significativa se dá no display: mantendo uma ampla diagonal de 8,8 polegadas, a marca decidiu abandonar o painel IPS que anteriormente apresentava uma resolução excessiva para as necessidades do jogo portátil. Assim, a resolução QHD+ de 2560 x 1600 foi substituída por um OLED de 1920×1200 pixels. Esta nova resolução, somada à tecnologia OLED e à desejada taxa de atualização variável (VRR), representa provavelmente o maior avanço desta geração.
Não havia justificativa para a resolução anterior em uma tela de quase 9 polegadas, exceto para a ligação com um monitor ou televisão. Apesar de a consola ser um computador portátil, ninguém faz este investimento com a intenção de conectar a um monitor externo, mas sim utilizá-la de maneira portátil, seja no sofá ou durante viagens em transportes públicos.
Dessa forma, a nova qualidade de imagem é notável, apresentando pretos profundos e cores vibrantes. Esta atualização tecnológica também busca aliviar a carga no sistema de processamento, permitindo potencialmente uma maior economia de energia e, consequentemente, uma autonomia aprimorada. Mas isso ainda precisa ser confirmado.
Hardware de segunda geração para portáteis
Analisando as características técnicas da consola Lenovo, elas são comparáveis à ROG Xbox Ally X, representando uma progressão em direção à arquitetura Zen 5, equipada com o processador AMD Ryzen Z2 Extreme. A portátil não apresenta dificuldades em rodar títulos atuais como Lego Batman: Legacy of the Dark Knight, desenvolvido com o motor Unreal 5, ou o famoso Forza Horizon 6. Na verdade, é um prazer jogar este game de corridas de forma portátil, acima dos 40 FPS, mesmo com algumas configurações gráficas no máximo.
Levando em consideração que as reclamações sobre consolas portáteis geralmente giram em torno da autonomia da bateria, a Lenovo fez um excelente progresso nesse aspecto. Passou de 49,2 Wh para impressionantes 74 Wh, mas não se engane, pois você não conseguirá jogar mais do que duas horas e meia com um jogo moderno sem precisar ligá-la à corrente elétrica. A autonomia ainda é o ponto fraco de qualquer portátil ou consola em modo de bateria, e não é suficiente apenas aumentar a capacidade; será necessário reavaliar a arquitetura em si.
Assista ao vídeo da Legion Go Gen 2
Essas melhorias no hardware se refletem também no design da consola, especialmente no que tange ao peso. Este “bloquinho” pesa cerca de 938 gramas, ou seja, quase um quilo nas suas mãos quando os controles TrueStrike estão acoplados. É indiscutivelmente uma das consolas mais pesadas do segmento. Para amenizar a fadiga, você pode sempre apoiá-la em seu suporte ou na mesa. Além disso, é possível destacar os controles para jogar ou conectar a outro controlador, sem precisar segurar a unidade.
A respeito dos controles TrueStrike, vale mencionar que existem algumas diferenças de design, mas todos são totalmente compatíveis entre as duas consolas. Você pode usar os controles da primeira Legion Go na nova versão e vice-versa. No entanto, os novos controles possuem bordas mais arredondadas, que se encaixam esteticamente na Legion Go 2.
Há um espaço entre o corpo da consola e o controle que precisa ser “coberto” com espaçadores, que podem ser impressos em 3D ou pequenas etiquetas para manter a distância. O problema de folgas nos controles, que balançavam no encaixe, já era uma questão da primeira geração, mas que eram facilmente solucionáveis com adesivos.
A Lenovo agora se preocupou em suavizar algumas arestas no design do novo controle para aumentar a ergonomia. Além disso, notam-se alterações no d-pad, que agora é inserido em um disco, evitando pressões acidentais. O TrackPad do controle da direita é agora mais sensível, permitindo utilizar o cursor de forma mais eficiente. De resto, mantém os mesmos botões e gatilhos, dispostos praticamente nos mesmos locais. O modo FPS que transforma o controle da direita em um mouse está de volta, embora essa característica nunca tenha sido muito utilizada na versão anterior.
A Lenovo já está oferecendo diversos acessórios para complementar seu ecossistema Legion Go. A empresa enviou alguns deles para o teste, destacando a dockstation, que ajuda a estabilizar a consola na mesa. Além de carregar a portátil, este acessório inclui duas portas USB-A, uma USB-C, HDMI e ainda uma porta ethernet para conexão de cabo de rede.
Outro acessório é uma power bank que recarrega os dois controles quando desacoplados da consola. Sua bateria tem capacidade de 2.850 mAh, permitindo prolongar a duração dos controles sem drenar a bateria da consola. Esses acessórios são compatíveis com todas as variantes do Legion Go.
Em suma, ao final do dia, a Legion Go Gen 2 se destaca como uma máquina premium com o maior display do mercado e controles destacáveis e versáteis, mas agora enfrenta concorrentes de peso que prometem designs mais leves e displays maiores.
O grande desafio desta consola portátil de luxo é o preço, que sente os efeitos da escassez de componentes. Os preços começam em 1.679 euros, sendo que a versão testada custa 2.299 euros, e para obter a versão mais equipada com 2 TB de armazenamento, será necessário investir 2.499 euros, conforme pode ser verificado na tabela do site oficial.
Esses preços são considerados “absurdos”, refletindo a situação atual da indústria de gaming em relação ao hardware. Além disso, o “formato” desses dispositivos portáteis parece bastante acima do esperado. Felizmente, o mercado possui diversas opções para atender diferentes faixas de orçamento.
