Fenprof entrega à AR abaixo
No documento intitulado “Monodocência: Por Melhores Condições de Trabalho”, que angariou mais de 16 mil assinaturas, os representantes docentes solicitam “um olhar mais atento” para as particularidades dos educadores e professores que atuam em monodocência, os quais são responsáveis pela totalidade ou pela maioria das disciplinas, incluindo a educação pré-escolar e o 1.º ciclo.
“É um alerta que já vem sendo lançado há muitos anos, não é a primeira vez que isto é feito, mas (…) a coleta daqueles milhares de assinaturas, que continuarão a ser recolhidas, é um sinal de que há algo errado em todos os ciclos, e especialmente nestes setores da monodocência,” declarou, em entrevista à Lusa, José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof.
No que diz respeito a questões específicas, o dirigente sindical menciona a carga horária excessiva, a falta de cumprimento, em algumas situações, da redução da componente letiva a partir dos 60 anos, além do problema da escassez de professores, que impacta especialmente o grupo de recrutamento do 1.º ciclo.
O abaixo-assinado será apresentado no parlamento às 15:00, por uma delegação do Secretariado Nacional da Fenprof, que deverá ser recebida pela vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais.
A expectativa de José Feliciano Costa é que, diante da mobilização dos professores, os partidos com representação parlamentar respondam de forma favorável, com propostas legislativas que visem aprimorar as condições de trabalho dos educadores.
No período da manhã, a Fenprof realizará uma reunião com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, sendo este o primeiro encontro ligado às negociações para a revisão do estatuto da carreira docente, e o secretário-geral assegura que levará as questões sobre a monodocência para a mesa de negociações.
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