Bombeiro de Machico Perdoado pela Mulher e Processo Suspenso
A esposa do bombeiro de Machico, que a agrediu na frente do filho em agosto passado, decidiu perdoá-lo, levando à suspensão do caso, que não será julgado. Este incidente, vale lembrar, comoveu todo o país.
A informação foi divulgada pelo Diário de Notícias (DN) da Madeira, que destacou a notícia na capa do jornal.
Durante os depoimentos no tribunal, a mulher absolveu o agressor e contradisse as gravações de videovigilância que foram divulgadas, afirmando que sofreu apenas um soco dentro de casa, onde acabou caindo.
Ela ressaltou, ao longo do processo, que “foi um ato isolado” e que “só não estão juntos como casal devido à medida de restrição de proibição de contatos que foi imposta”.
O acusado também solicitou a suspensão do processo, o que levou a juíza da instrução criminal a decidir pela suspensão, condicionando à sua participação em um tratamento para alcoolismo e em um programa voltado a violência doméstica.
Vale lembrar que, desde 15 de outubro, o homem de 35 anos estava sob a medida de proteção de permanência em casa com monitoramento eletrônico.
Entretanto, o bombeiro já deixou a prisão domiciliar, segundo informações da mídia local.
Reveja os detalhes do caso
O bombeiro foi detido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) no dia 26 de agosto, após ser flagrado agredindo a mulher na presença do filho menor, e ficou sujeito à medida de prisão preventiva.
As gravações das agressões, ocorreram na frente do filho do casal, de 9 anos, foram capturadas por câmeras de vigilância na residência da vítima e amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Nas imagens, vê-se o homem se aproximando da entrada da casa e tocando a campainha. Logo em seguida, ocorrem gritos e as agressões. A criança tentou intervir, pedindo ao pai que parasse.
Quando o pai sai do local, o menino pede à mãe que se levante, tentando ajudá-la. “Não consigo”, responde ela, entre lágrimas.
Defesa protocolou habeas corpus no Supremo (negaram o pedido)
Em setembro, a defesa do bombeiro recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, alegando que o cliente estava “em situação de prisão ilegal”.
No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça negou o pedido de libertação do bombeiro madeirense, afirmando que não havia fundamento para a solicitação de habeas corpus e ainda aplicou uma taxa de justiça de 1.020 euros.
Já neste mês de dezembro, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) decidiu manter a decisão do Tribunal do Funchal relacionada à medida de proteção imposta, fazendo com que o agressor continuasse com a pulseira eletrônica enquanto o processo avançava.
“Por determinação do Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Juiz Desembargador Carlos Castelo Branco, confirmo que, por acórdão proferido no passado dia 2, terça-feira, no processo n.º 308/25.2PASCR-C.L1, o recurso interposto pelo réu foi julgado improcedente, mantendo-se a decisão recorrida”, informou o TRL ao Notícias ao Minuto.
Quais eram as alegações do Ministério Público?
O Ministério Público (MP) apresentou acusações contra o bombeiro preso em agosto no município de Machico, na Madeira,por supostos dois crimes de violência doméstica agravada, cometidos contra a esposa e o filho de 9 anos, em outubro passado.
Segundo a acusação, na madrugada de 24 de agosto de 2025, o réu se dirigiu a uma residência em Água de Pena, na freguesia do município de Machico, onde as vítimas residiam, e “agrediu brutalmente a mulher na presença do filho, que não apenas pediu insistentemente ao pai para parar, mas também se colocou entre ele e a mãe para protegê-la”.
A Procuradoria da República da Comarca da Madeira destacou em uma nota no site que “o acusado e a primeira vítima foram casados desde 2010, mas não compartilhavam a mesma residência desde o início de agosto de 2025, tendo ocorrido discussões entre o casal no mês anterior à separação, sendo uma delas que terminou com o acusado agredindo a mulher, atirando um celular em seu rosto”.
[Notícia atualizada às 13h32]


