Calor Bate Recordes em Abril, mas Europa Apresenta Diferenças Abruptas

Calor Bate Recordes em Abril, mas Europa Apresenta Diferenças Abruptas

Os dados do Copernicus Climate Change Service indicam que abril trouxe a segunda maior temperatura da superfície do mar já registrada nos oceanos extrapolares. Além disso, há indicações do desenvolvimento do fenômeno El Niño nos próximos meses.

As informações foram divulgadas pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), apresentando números que quebram recordes, sugerindo impactos significativos em fenómenos extremos que têm sido observados globalmente.

No mês de abril, o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S) anotou a segunda maior temperatura da superfície marítima já registrada nos oceanos extrapolares, com níveis recordes na maior parte do Pacífico tropical, associados a intensas ondas de calor marinhas.

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Os cientistas observaram que o mês “foi o terceiro abril mais quente já registrado em nível global”, embora tenha havido variações significativas no hemisfério norte, ainda que em menor grau comparado ao ano anterior. O abril mais quente na história das medições ocorreu em 2018.

Na Europa, foram notadas grandes disparidades regionais, com a maior parte do sudoeste europeu registrando temperaturas bem acima do normal, e a Espanha experimentando o abril mais quente de sua história, enquanto o leste europeu enfrentou temperaturas inferiores à média.

Em termos globais, abril foi classificado como o décimo mês mais quente já registrado no continente, mesmo que essa classificação possa ocultar as variações regionais. No Ártico, a extensão do gelo marinho foi a segunda mais baixa para abril, permanecendo perto dos mínimos históricos para esta época do ano, como tem ocorrido desde o início deste ano.

Samantha Burgess, líder da área de Clima no ECMWF, aponta que estes são sinais contínuos do aquecimento global, com as temperaturas da superfície do mar atingindo níveis quase recordes, ondas de calor marinhas generalizadas, e o gelo ártico muito abaixo da média, caracterizando um clima cada vez mais afetado por extremos.

Vale ressaltar que 2025 foi o 3º ano mais quente desde que começaram os registros, aproximando-se dos limites estabelecidos pelos Acordos de Paris. Embora 2024 ainda mantenha o recorde, os dados do Copernicus revelam que 2025 foi o terceiro ano mais quente registrado, com a tendência de aquecimento se mantendo.

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