Cheias devastam o Alamal e município declara situação de alerta até domingo

Cheias devastam o Alamal e município declara situação de alerta até domingo

A elevação das águas do Tejo causou danos significativos na Praia Fluvial do Alamal, localizada no município de Gavião, com uma devastação considerável das infraestruturas tanto públicas quanto privadas. O presidente da Câmara Municipal, António Severino, caracterizou a situação como “muito complexa”, reconhecendo que neste momento é impossível fazer uma estimativa dos prejuízos.

“Estamos aqui na Praia Fluvial do Alamal, um dos locais mais atingidos do nosso município (…) aqui os danos são bastante elevados”, declarou o autarca, explicando que o rio transbordou suas margens e invadiu a área ribeirinha, causando estragos em equipamentos e estruturas.

Dentre os locais afetados, encontram-se o cais, o bar, o restaurante, a pousada que é gerida por privados e os passadiços. De acordo com António Severino, o restaurante está com mais de um metro de água no interior e boa parte do mobiliário foi arrastada.

Com a piora das condições, o município declarou estado de alerta municipal, que permanecerá em vigor até domingo, como medida preventiva diante das previsões meteorológicas e das descargas das barragens a montante, particularmente em Espanha e acima da barragem de Belver.

O autarca ainda advertiu que os solos estão saturados, o que pode agravar a situação nos próximos dias.

Por questões de segurança, foram evacuadas pessoas de residências da área afetada, incluindo uma pessoa acamada, que já foi encaminhada para uma instituição. Dois hóspedes que estavam na pousada municipal também foram retirados por precaução.

António Severino reconheceu que o município não está coberto pelo anterior estado de calamidade, mas assegurou que o Município fará pressão sobre o Governo para considerar os danos recentes para fins de ajuda financeira.

Carlos Marques, que gerencia o bar e restaurante do Alamal, também compartilhou momentos de grande apreensão. Ele relatou que portas cederam com a força das águas e do vento, permitindo a saída de mesas e outros utensílios, e destacou que a elevação das águas foi “muito rápida”, comparando a situação às cheias de 1989.

O presidente da Câmara fez um apelo à comunidade para que siga as orientações das autoridades e evite comportamentos de risco, reforçando que “o principal objetivo é a segurança das pessoas”.

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