Chrome vulnerável a rastreamento invisível após abandono do Privacy Sandbox
O Google Chrome continua praticamente desprotegido contra o browser fingerprinting, uma técnica utilizada para identificar e seguir os usuários online através de informações técnicas sobre seus dispositivos e navegadores.
O consultor de privacidade Alexander Hanff, conhecido como That Privacy Guy, criticou a Google por não oferecer proteção aos usuários do Chrome contra o denominado “browser fingerprinting”, que permite o rastreamento invisível dos indivíduos. Este é um método que coleta informações técnicas sobre o navegador para monitorar a atividade online das pessoas. No seu recente artigo publicado, o especialista elenca as diversas vulnerabilidades de privacidade no Chrome e orienta os usuários sobre como identificá-las.
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O artigo menciona pelo menos 30 técnicas de “fingerprinting” que ainda estão operando no Chrome e que são empregadas em milhões de websites. Por outro lado, navegadores como Brave e Firefox já implementaram proteções específicas contra esses rastreadores, enquanto a Google parece não dar atenção a essa questão.
O “fingerprinting” coleta silenciosamente dados de navegação sem que o usuário perceba, como informações do sistema operacional, resolução, fontes instaladas, GPU, plugins, idioma, IP, entre outros. Alexander Hanff observa que essa técnica ganhou popularidade após os navegadores da Apple e Mozilla, assim como aqueles voltados à privacidade, começarem a bloquear cookies de terceiros. Os anunciantes passaram a explorar o “fingerprinting”, que é mais difícil de barrar que os cookies, sendo usado para identificar fraudes.
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Pesquisas mostram que até os padrões de navegação, incluindo os sites mais acessados, conseguem identificar 95% dos usuários. Em 2023, a Google lançou o Privacy Sandbox para abordar essa problemática com o intuito de substituir os cookies, mas acabou abandonando essa iniciativa em 2025, sem assegurar efetivamente proteções contra essa técnica. A Google parece ter mudado sua posição em relação ao “fingerprinting”, passando de uma postura crítica para uma aceitação, desde que essa prática seja divulgada.
A técnica pode ter usos legítimos, mas também está associada a situações de abuso. Um relatório da Citizen Lab aponta que dados coletados via “fingerprinting” estão sendo comercializados para governos e forças de segurança globalmente. Segundo o analista, a Google não demonstra interesse em resolver essa questão de privacidade no Chrome, que é o navegador mais utilizado do mundo.
