Ensino Superior: Ministro Anuncia Que Apenas Uma Prova de Ingresso Será Exigida
Falando em Barcelos durante a posse de Luís Loures como o novo presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Fernando Alexandre expressou sua perplexidade em relação à decisão do Governo PS em 2023 de estabelecer um mínimo de duas provas de ingresso obrigatórias.
“O Governo vai fazer a proposta de alteração deste decreto-lei, para ser, de facto, apenas uma prova de ingresso, pelo menos”, mencionou, recebendo aplausos da audiência, composta principalmente por dirigentes de institutos politécnicos e universidades do país.
O ministro enfatizou que cada instituição terá a autonomia necessária para determinar a quantidade de provas de ingresso, que poderão chegar até três.
Ele destacou que certos cursos, especialmente na área da engenharia, exigirão obrigatoriamente as duas provas de acesso, enquanto outros, como medicina, terão três provas.
“Existem regras específicas para determinadas áreas. Mas cabe à instituição, assim que tenhamos a validação pelo ensino secundário e com os exames nacionais, definir as condições de ingresso”, acrescentou.
No entanto, a norma geral será a exigência de apenas uma prova de ingresso.
O ministro afirmou que compreende o argumento da necessidade de elevar os critérios para garantir que os alunos que ingressam no ensino superior possuam os requisitos necessários, mas ressaltou que estamos lidando com estudantes que completaram o ensino secundário.
“Não me parece que alguém que tenha terminado o secundário em Portugal não esteja em condições de acessar um curso superior”, defendeu.
Segundo Fernando Alexandre, a imposição das duas provas de ingresso resultou em uma redução, “ainda significativa”, de mais de 2.000 candidatos ao ensino superior neste ano.
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