Nove suspeitos de integrar grupo violento de roubos a residências em prisão preventiva
Na última terça-feira, a Polícia Judiciária (PJ) divulgou que a sua Unidade Nacional de Combate ao Terrorismo tinha detido na Área Metropolitana de Lisboa, inicialmente 13 indivíduos suspeitos de envolvimento em “crimes de associação criminosa, roubo qualificado, sequestro agravado, usurpação de funções, posse de arma proibida e crime cometido com arma”.
O total de detidos agora subiu para 14, sendo que nove deles foram submetidos a prisão preventiva após serem ouvidos por uma Juíza de Instrução Criminal, durante o primeiro interrogatório judicial.
No decorrer da operação policial, denominada “Balaclava”, que contou com a participação de mais de 200 elementos da PJ, foram realizados 28 mandados de busca a residências, resultando na apreensão de “diversos elementos de prova: objetos em ouro, uma quantia de dinheiro ainda não especificada, substâncias estupefacientes, munições e armas brancas”.
Os supostos membros deste grupo de assaltantes, que atuavam há pelo menos um ano e meio, camuflavam-se como policiais, utilizando “armas de fogo curtas, crachás, coletes táticos, (…) balaclavas, instrumentos para imobilizar as vítimas, como abraçadeiras, bem como falsos mandados de busca e apreensão”, para invadir as residências das vítimas, que eram “pré-selecionadas com base na capacidade econômica”.
“Por meio de entradas forçadas, ameaças severas e agressões físicas, eram subtraídos bens de elevado valor econômico e patrimonial, incluindo quantias em dinheiro, ouro e joias, provocando um alto alarme social e um acentuado sentimento de insegurança”, aponta o comunicado.
A investigação da Judiciária, “integrada em um contexto de criminalidade violenta e organizada, permitiu verificar a existência de um grupo criminoso estável, estruturado e profissionalizado, que, de forma coordenada e repetida, realizava, há pelo menos um ano e meio, múltiplos roubos violentos em residências”, preferencialmente na região de Cascais e Lisboa.
A ação está sob a responsabilidade do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa e continua com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, assim como determinar o número total de roubos e se a rede contava com mais integrantes além dos detidos.
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