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De acordo com um recente estudo da Ookla, Singapura está liderando a adoção do Wi-Fi 7, enquanto a Europa está ficando para trás. Com a banda de 6 GHz representando o futuro do Wi-Fi, poucos países estão realmente prontos para aproveitá-la.
O relatório intitulado “The Global State of Wi‑Fi 2026”, da Ookla, apresenta uma análise abrangente da evolução das tecnologias que dependem de Wi-Fi em diversas regiões do mundo. O documento ilustra como a mudança para padrões tecnológicos mais avançados, como Wi-Fi 6, Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7, está ocorrendo de maneira desigual em diferentes partes do planeta.
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A análise é baseada em dados coletados pela aplicação Speedtest em dispositivos Android, permitindo uma visão clara sobre a adoção real das diferentes gerações de Wi-Fi. Ela também avalia como a disponibilidade do espectro de 6 GHz serve como um termômetro dos principais fatores que diferenciam mercados avançados de emergentes.
Embora o Wi-Fi 7 tenha recebido certificação oficial em 2024, sua presença no mundo ainda é limitada, representando menos de 2% das amostras em 2026. Por outro lado, o Wi-Fi 6 se confirmou como o novo padrão predominante, passando de 6% em 2022 para 27% em 2026, enquanto as gerações anteriores (Wi-Fi 4 e Wi-Fi 5) continuam a regredir, embora ainda componham uma parte significativa do uso global.
A Ookla ressalta que a adoção do Wi-Fi 7 está intimamente ligada à disponibilidade do espectro de 6 GHz, pois é nessa faixa que a tecnologia pode utilizar canais de 320 MHz, alcançando velocidades muito superiores em comparação às gerações anteriores. O relatório mostra que o espectro de 6 GHz permanece um recurso escasso e dividido. Globalmente, apenas 1,7% das amostras do Speedtest usam esta faixa, enquanto o 5 GHz continua sendo o núcleo da conectividade Wi-Fi, representando quase 60% do uso total.
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A disparidade entre as regiões é notável. A América do Norte lidera com uma utilização de 13,8% da faixa de 6 GHz, impulsionada pela liberação total do espectro nos EUA e Canadá, além da rápida adoção de roteadores compatíveis pelos provedores de internet. Enquanto isso, a Europa, apesar de ter liberado parte do espectro antes, registra apenas 1,6% de utilização. Segundo a Ookla, isso se deve a ciclos mais lentos de substituição e a uma grande fragmentação entre os países.
Nos dados apresentados pela especialista, Singapura se destaca como o país com a maior taxa de adoção do mundo, com 25% de usuários usando Wi-Fi 7. Isso é resultado direto de políticas públicas que estimulam migrações para conexões de 10 Gbps, além da estratégia dos provedores locais, que agora incluem roteadores Wi-Fi 7 em seus pacotes premium. Em contrapartida, regiões como América Latina, África e partes da Ásia-Pacífico ainda dependem fortemente das conexões por Wi-Fi 4 e Wi-Fi 5, apresentando uma baixa adoção do 6 GHz devido a questões econômicas, regulatórias e uma renovação mais lenta de hardware doméstico.
O relatório também salienta que os smartphones não são mais o principal obstáculo à adoção dessas tecnologias avançadas, já que mais de 61% dos dispositivos Android suportam conexões Wi-Fi 6 ou superiores. O maior desafio, conforme mencionado, está no aumento do custo dos componentes, intensificado pela alta demanda global por hardware voltado para IA. Isso eleva o preço dos roteadores e equipamentos, causando um atraso na modernização das redes residenciais e empresariais.
Em resumo, a Ookla conclui que o Wi-Fi global está entrando em uma nova fase. Enquanto o Wi-Fi 4 está em uma rápida queda, o Wi-Fi 6 firmou-se como o padrão dominante. No que diz respeito ao Wi-Fi 7, seu crescimento começa a ser visível, embora o seu avanço dependa, em grande medida, das políticas relacionadas à disponibilidade do espectro e à capacidade econômica de cada região. O futuro da conectividade sem fio será moldado pela velocidade com que os países liberarem a banda de 6 GHz e atualizarem a infraestrutura de roteadores.
