Alerta do Infarmed: Risco de Administração Incorreta de Medicamentos para Diabetes

Alerta do Infarmed: Risco de Administração Incorreta de Medicamentos para Diabetes

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) emitiu, nesta sexta-feira, um aviso sobre o “risco de administração inadequada” dos comprimidos Rybelsus, utilizados no tratamento da diabetes.

Conforme uma nota divulgada hoje no portal do Infarmed, informa-se que “será lançada no mercado nacional uma nova formulação dos comprimidos para diabetes Rybelsus (semaglutido administrado por via oral)”.

“Esta nova formulação apresenta uma biodisponibilidade mais elevada (uma maior proporção da substância ativa é absorvida pela corrente sanguínea) quando comparada à formulação anterior, o que significa que dosagens menores são suficientes para obter o mesmo efeito terapêutico”, detalha a entidade, ressaltando que ambas as formulações estarão disponíveis no mercado simultaneamente.

“Durante o período em que as duas formulações estiverem no mercado, há um risco de administração incorreta, o que pode resultar na ocorrência de efeitos adversos”, alerta o Infarmed, assegurando que a nova formulação “mantém a mesma eficácia e segurança que a formulação anterior e é administrada da mesma maneira”.

Quais são as alterações? E os riscos?

Segundo uma circular do Infarmed, que pode ser verificada na íntegra aqui, várias mudanças ocorrerão, especialmente em relação às dosagens.

“Os comprimidos de Rybelsus (3 mg, 7 mg e 14 mg) estão sendo substituídos por uma nova formulação que traz doses mais baixas de semaglutido (1,5 mg, 4 mg e 9 mg, respectivamente)”, especifica o Infarmed no comunicado.

Além disso, foi destacado que a maior biodisponibilidade implica que são necessárias doses menores para se alcançar o mesmo efeito terapêutico.

Diante do risco de administração de doses erradas, podem ocorrer episódios de sobredosagem, “aumentando a probabilidade de surgimento de efeitos indesejáveis gastrointestinais (como náuseas, vômitos e diarreia)”.

“Uma comunicação será enviada aos profissionais de saúde, alertando sobre essas mudanças e a importância de informar os pacientes sobre a nova formulação e as alterações na dosagem”, acrescenta o Infarmed.

As diferenças entre a nova formulação e a anterior podem ser consultadas aqui. A imagem a seguir ilustra um exemplo dessas diferenças, que também estarão presentes nas embalagens.

Leia Também: Vacinas contra gripe e hepatite A entre medicamentos proibidos para exportação

Posts Semelhantes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *