As senhas mais usadas no mundo ainda são as mais básicas e óbvias: é hora de mudar!
Uma pesquisa que avaliou bilhões de senhas expostas em vazamentos de dados indica que combinações numéricas, nomes de pessoas, equipes de futebol e até personagens de quadrinhos continuam a aparecer de maneira alarmante como senhas reais de usuários globalmente.
Apesar de anos de advertências, campanhas educativas e políticas de segurança cada vez mais rigorosas nas plataformas, muitos usuários ainda optam por senhas que os colocam em vulnerabilidade. Um novo levantamento do Alan Boswell Group examinou bilhões de senhas vazadas em incidentes reais, coletadas por meio da base de dados “Have I Been Pwned”, e os resultados são tão esperados quanto alarmantes.
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A combinação “123456” continua a figurar em primeiro lugar, sendo encontrada em quase 210 milhões de ocasiões nas bases de dados de senhas comprometidas. Em sequência, temos “123456789” com aproximadamente 81 milhões, “12345678” com 70 milhões, e “password” com mais de 52 milhões. O termo “admin” completou o top cinco totalizando mais de 42 milhões de registros, o que é especialmente preocupante devido ao seu uso comum em sistemas e painéis administrativos de empresas.
Nomes pessoais, anos e times de futebol
Além das sequências numéricas evidentes, a pesquisa desvela padrões de escolha igualmente arriscados nas opções mais “originais” dos usuários. No que tange aos nomes, “Daniel” lidera com mais de 2,5 milhões de ocorrências, seguido por “Michael” e “Jessica”.
Dia Mundial da Senha
Por que razão uma senha forte já não consegue proteger
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No que diz respeito a datas, o ano de 2020 é o mais recorrente, possivelmente por ser o período em que muitas contas foram criadas durante a pandemia. Anos como 1990, 1994 e 1989 também aparecem em grande quantidade, indicando que vários usuários persistem em usar datas pessoais, como aniversários, como base para suas senhas.
Falando sobre futebol, o Liverpool é a equipe mais citada como senha, com quase 1,8 milhões de ocorrências, seguido pelo Barcelona com 1,3 milhões e pela Juventus com 1,2 milhões. Chelsea e Arsenal completam o top cinco. O termo “football” é, por si só, o mais utilizado no esporte, com mais de 2,6 milhões de ocorrências, seguido por “baseball” (1,9 milhões) e “soccer” (1,7 milhões).
Superman, Naruto e um macaco
Entre as categorias mais inusitadas do estudo, destacam-se personagens fictícios e animais, onde “Superman” lidera com mais de 2,1 milhões de ocorrências, seguido de “Naruto” com 1,6 milhões e “Batman” com 1,3 milhões. “Tigger”, a famosa figura do Winnie the Pooh, aparece na quarta colocação com 1,3 milhões, seguido por “Snoopy”, que supera um milhão de ocorrências.
No reino animal, “monkey” (macaco) se destaca, com quase 4 milhões de ocorrências, muito mais que o segundo colocado, “butterfly” (borboleta), que tem cerca de 1,2 milhões. Entre as referências culturais, “Blink-182” é a senha mais citada, com 1,6 milhões de ocorrências, seguida de “Metallica” e “Eminem”. Até mesmo “The Beatles” figuram na lista, com mais de 288 mil entradas.
O desafio não reside apenas na fraqueza, mas na exposição
Heath Alexander-Bew, diretor de linhas pessoais da Alan Boswell Group, ressalta que o verdadeiro risco dessas senhas não é serem “adivinhadas”, mas sim o fato de já estarem compiladas em listas de vazamentos que cibercriminosos utilizam em suas ferramentas automatizadas para testar em múltiplas plataformas ao mesmo tempo.
A reutilização de uma mesma senha em diferentes contas aumenta exponencialmente o risco, comprometendo todas as suas contas. A recomendação dos especialistas continua sendo o uso de um gerenciador de senhas confiável, ativar a autenticação multifator e evitar qualquer combinação que envolva nomes, datas, times esportivos ou referências culturais pessoais.
