Escassez de Talento em Cibersegurança Dificulta Contratações e Aumenta Risco de Incidentes para Empresas
Um novo relatório da Fortinet revela que a escassez de profissionais qualificados também contribui para aumentar os riscos enfrentados pelas empresas. Por três anos consecutivos, a falta de habilidades tem sido identificada pelas organizações como uma das principais razões por trás de incidentes de segurança.
Com a evolução das ameaças digitais se tornando cada vez mais complexas, a edição mais recente do Global Cybersecurity Skills Gap Report da Fortinet indica que a falta de profissionais qualificados continua a ser uma barreira para contratações na área de cibersegurança.
Nesta pesquisa, foram entrevistados mais de 2.750 profissionais de TI e/ou cibersegurança de 32 países e territórios diversos. Os setores mais representativos no estudo incluem tecnologia (22%), setor manufatureiro (16%) e serviços financeiros (11%).
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Segundo os dados apresentados, 49% dos entrevistados relatam dificuldades em obter a aprovação necessária para aumentar suas equipes de cibersegurança, enquanto 51% mencionam a necessidade premente de habilidades sêniores nessa área.
O relatório enfatiza que a falta de talentos influencia a vulnerabilidade das empresas a riscos. Por três anos consecutivos, falta de habilidades é considerada uma das principais causas de incidentes de segurança, com 56% dos líderes entrevistados citando essa razão.
Nos últimos 12 meses, 86% das empresas relataram pelo menos um incidente de segurança. Dentre elas, 52% afirmam que os ataques resultaram em prejuízos superiores a um milhão de dólares, um aumento em relação aos 38% registrados em 2021. Em regiões como a América do Norte, o custo médio tende a ser ainda mais elevado, alcançando cerca de 2 milhões de dólares.
Cibersegurança
Previsões indicam que 50% dos incidentes nas empresas envolverão IA até 2028
Conforme novas projeções da Gartner, a IA está avançando rapidamente; entretanto, muitas soluções adotadas pelas empresas estão sendo implementadas antes de passarem por testes completos.
A utilização de ferramentas de segurança baseadas em IA está se tornando comum, com 91% das organizações afirmando que já estão utilizando ou testando essas tecnologias. Embora 84% dos entrevistados considerem que essas ferramentas aumentam a eficiência das equipes de TI e segurança, 44% veem a defesa contra ataques potencializados por IA como uma das principais preocupações.
Simultaneamente, a IA está criando novas demandas de habilidades. O relatório sugere que aproximadamente 63% das empresas esperam uma necessidade crescente de funções voltadas para a supervisão e governança da IA nas equipes de cibersegurança nos próximos três anos.
60% das organizações afirmam que o principal desafio na contratação é localizar profissionais com experiência em IA aplicada à segurança. Por outro lado, o investimento em capacitação está aumentando, com 92% das organizações planejando financiar certificações em cibersegurança relacionadas à tecnologia nos próximos 12 meses.
Entre as habilidades mais desejadas pelas organizações estão o desenvolvimento de modelos de IA (55%), a supervisão de ferramentas de IA (54%) e a automação da segurança (52%).
No que se refere ao investimento em formação, 59% das organizações estão desenvolvendo programas de formação interna e reskilling, enquanto 52% buscam formação oferecida por fornecedores do setor.
