Finge ser CEO e burla empresa italiana em 680 mil euros; foi detido
A Polícia Judiciária (PJ) prendeu na quarta-feira um homem de 28 anos, acusado de burlas qualificadas, acesso ilegítimo e lavagem de dinheiro. O esquema teria causado um prejuízo superior a meio milhão de euros a uma empresa italiana.
Essa ação policial foi realizada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), em colaboração com o DIAP de Lisboa, após meses de investigação. Desde agosto deste ano, a PJ estava a investigar a situação, após receber uma denúncia da empresa afetada.
Em um comunicado enviado aos meios de comunicação, a autoridade explicou que a corporação “foi alvo do crime de burla praticado através do modus operandi CEO Fraud”.
De acordo com o Centro Nacional de Cibersegurança de Portugal, essa fraude caracteriza-se “essencialmente pelo envio de e-mails ou mensagens de texto (SMS ou por meio de aplicativos) onde um agente malicioso, se passando por uma entidade relacionada à organização alvo (por exemplo, o/a Diretor(a) Executivo(a) ou um fornecedor), faz pedidos tipicamente relacionados a questões financeiras a colaboradores dessa mesma organização”.
“Em alguns casos”, prossegue, “são apresentados documentos comprovativos, na maioria forjados, de alterações em contas bancárias”.
No total, a empresa italiana supostamente visada por esse homem terá registrado um prejuízo de 680 mil euros.
Após a denúncia, a PJ iniciou as investigações e realizou várias diligências que “culminaram na identificação do suspeito envolvido nas ações e responsável por receber e dispersar os fundos de origem fraudulenta”.
“Na sequência da detenção e das buscas domiciliares, foram apreendidos documentos bancários e dispositivos de telecomunicações”, acrescenta a autoridade.
O detido será apresentado a um primeiro interrogatório judicial para a aplicação das medidas de coação que forem consideradas adequadas.
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