João Tralhão comenta sobre o Bola na Rede: Para todo atleta que participe nessas partidas é sempre um compasso complicado de seguir
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João Tralhão analisou a derrota do Benfica por 2-1 na segunda mão do playoff da Champions League, resultando na eliminação da competição diante do Real Madrid. O Bola na Rede esteve presente no Santiago Bernabéu e, ao final do jogo, conseguiu fazer uma pergunta ao treinador-adjunto do Benfica.
Infelizmente, não foi possível fazer uma pergunta a Álvaro Arbeloa, técnico do Real Madrid.
Bola na Rede: Em relação às substituições do Benfica, o que pretendia com a entrada do Ivanovic à esquerda e com as mudanças? Também em relação ao timing, depois de um momento em que o jogo esteve um pouco parado, qual era o objetivo das substituições e o que pretendia com as trocas?
João Tralhão: Pela nossa experiência, sabíamos que este tipo de jogos, pela intensidade que apresentam, torna difícil para qualquer jogador que entre acompanhar o ritmo. Estávamos conscientes disso. O ritmo estava alto, com o jogo muito dividido, o Real Madrid a defender baixo e a sair em transição, enquanto nós conseguimos defender baixo e levar o jogo de forma mais apoiada para o meio-campo do Real Madrid. Sabíamos que o ritmo estava elevado, e, em determinado momento da partida, tentámos manter a solidez o máximo possível. Não é que os jogadores do banco não pudessem trazer solidez. Sabíamos que tínhamos um banco recheado de bons jogadores, prontos para entrar e demonstrar que estão integrados no nosso processo. A situação do jogo é que ditou as nossas escolhas. Quanto ao Ivanovic, ele traz velocidade, verticalidade e imprevisibilidade sem bola, que precisávamos. Em relação ao [Sidny] Cabral, tentámos abrir um pouco o corredor direito. Em vez de atacarmos apenas com o Amar Dedic, combinámos o Cabral e o Dedic. As substituições permitiram-nos estar próximos da baliza do Real Madrid. Deveríamos ter marcado, mas não o fizemos e saímos frustrados.
