Robô Surpreende com Salto Mortal e Torna
Um robô-bicicleta criado por um estudante de doutorado do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, conseguiu realizar uma acrobacia impressionante e, desde então, tornou-se uma “celebridade” na comunidade de robótica.
Nos últimos anos, as empresas de robótica têm surpreendido o mundo com suas inovações em tarefas como dança, lavagem de louça e outras atividades que impressionam a todos. Os robôs da Boston Dynamics atraem multidões onde quer que vão, e até mesmo o Atlas da Tesla faz aparições em estreias de filmes. No entanto, sempre há espaço para novas inovações, como o recente robô-bicicleta, que foi o primeiro a realizar um salto mortal acrobático completamente sem assistência, marcando um feito inédito na robótica.
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O robô, que recebe a designação de veículo de alta mobilidade (UMV), é capaz de saltar até 0,9 metros de altura e pode subir em plataformas a partir do solo, conforme informado pelo TechXplore. Este invento foi criado por Jeonghwan Kim, estudante de doutorado na Georgia Tech, que passou dois semestres em estágio no Robotics and AI Institute (RAI) em Cambridge, Massachusetts.
O estudante desenvolveu uma abordagem inovadora de controle que permite ao robô aterrissar de maneira estável após o salto. A técnica, chamada Iterative Motion Imitation (IMI), imita as trajetórias de saltos baseadas em exemplos anteriores, mesmo que não perfeitos, e aprimora esses dados através de simulações até que sejam viáveis para o robô.
Kim explica que o processo inicial envolve a geração de uma trajetória instável por meio de controladores motores, que é utilizada como referência para treinar um modelo capaz de seguir o movimento e manter o equilíbrio do robô durante o pouso. O projeto será apresentado na conferência ICRA 2026, em Viena.
Assista ao vídeo:
Antes do início dessa pesquisa, a equipe do RAI enfrentava dificuldades para garantir aterrissagens consistentes sem danificar o robô. O principal desafio era a absorção do impacto entre as duas articulações primárias: uma, mais pesada e motorizada, e a outra, mais leve e suscetível a danos. A solução encontrada foi aplicar técnicas de aprendizado para ensinar ao UMV como minimizar o impacto e realizar aterrissagens mais suaves.
Apesar do sucesso, o processo foi considerado bastante desafiador. Os protótipos foram danificados diversas vezes, exigindo constantes reparos, levando cerca de cinco meses até que o robô conseguisse aterrissar sem sofrer danos. Foram necessários mais dois meses para que o equilíbrio fosse mantido após o impacto. Ao final, a equipe afirma ter alcançado um salto totalmente confiável, com a manobra agora sendo demonstrada para os visitantes.
