Homicida da ex em Oliveira do Bairro encontrado morto na prisão
O corpo de Jair Pereira, o autor do homicídio de Conceição Figueiredo, foi encontrado sem vida na manhã desta quinta-feira, 18 de dezembro, dentro da cela onde se encontrava em prisão preventiva, conforme confirmou uma fonte ligada à guarda prisional ao Notícias ao Minuto.
S segundo informou a mesma fonte, a ocorrência se deu no Estabelecimento Prisional adjunto à Polícia Judiciária (PJ) no Porto.
Jair Pereira, de 69 anos, estava à espera de julgamento por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, violência doméstica e incêndio, e provavelmente cometeu suicídio.
O incidente aconteceu entre as 8h e as 9h, visto que, às 7h30 “ele estava bem” e ainda respondeu ao guarda que o chamou às 8h.
O Jornal de Notícias (JN) foi o primeiro a reportar a morte de Jair, que foi depois confirmado pelo Notícias ao Minuto. Ele havia sido transferido do Estabelecimento Prisional de Aveiro para a cadeia anexa à PJ, no Porto, devido a problemas de saúde, e tinha sido acusado pela Procuradoria de Oliveira do Bairro de homicídio, entre outros delitos.
O corpo já foi enviado para o Instituto de Medicina Legal (IML) do Porto para realização da autópsia.
Homicídio violento após saída da discoteca
Os crimes pelos quais Jair Pereira foi acusado no início de dezembro ocorreram na noite de 18 de maio deste ano.
No final da tarde daquele domingo, em Oliveira do Bairro, Jair e Conceição Figueiredo foram vistos saindo da discoteca Alex, localizada na freguesia da Palhaça, antes de pararem para um lanche em uma padaria.
A partir desse momento, ninguém mais teve notícias de São, como era conhecida a vítima entre amigos e familiares.
De acordo com a acusação do MP, Jair levou São, com quem teve uma breve relação amorosa, para um local isolado. Ali, por motivos passionais, ele a esfaqueou, pelo menos, 11 vezes no tórax e nas costas, levando à sua morte.
Depois disso, abandonou o corpo em um local remoto e de difícil acesso. Em seguida, deixou o carro em casa e fugiu. Dias depois, retornou à sua residência. Com receio de ter deixado evidências, incendiou a garagem e mais uma vez desapareceu.
Os familiares da vítima então reportaram o seu desaparecimento às autoridades.
A PJ conseguiu localizar o corpo de São duas semanas após seu desaparecimento, e após Jair ter ligado para um amigo confessando o crime e revelando o local onde havia deixado os restos mortais dela.
Dias depois, a 7 de junho, Jair foi detido. Ele estava escondido na residência de uma emigrante no Cercal, não muito distante de sua casa. Desde então, permaneceu em prisão preventiva.
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