Plano Nacional de Data Centers: 15 Iniciativas para Atrair Investimentos e Reforçar Capacidades Digitais
O Plano Nacional de Centros de Dados tem como objetivo fortalecer a soberania digital e estimular a competitividade econômica em Portugal. Após a sua aprovação pelo Conselho de Ministros em março, foi oficialmente publicado no Diário da República, juntamente com um plano de ação para o período de 2026 a 2027.
Este plano está alinhado com as iniciativas da Estratégia Digital Nacional e da Agenda Nacional de IA. O Plano Nacional de Centros de Dados “define a estratégia do Governo para o desenvolvimento de capacidade computacional crítica em Portugal”, considerando essas infraestruturas como “fatores estruturantes da competitividade econômica, da reforma do Estado e da soberania digital”, conforme mencionado na resolução do Conselho de Ministros publicada recentemente.
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O plano visa “posicionar Portugal como um centro europeu de dados” e engloba 15 iniciativas a serem implementadas entre 2026 e 2027, organizadas em quatro áreas principais: governo e regulamentação; infraestrutura e energia; mercado e demanda; e território e ecossistema.
No primeiro eixo, destaca-se o fortalecimento da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) como a entidade única para coordenação e contato com investidores. Também está enfatizada a necessidade de revisar os processos de licenciamento, a instituição de um monitoramento contínuo, e a harmonização de critérios com um fortalecimento técnico das entidades envolvidas.
Para o segundo eixo, está prevista a identificação e desenvolvimento de zonas pré-instaladas, junto com a integração à rede elétrica e fontes de energia renováveis, a promoção da eficiência energética e o fortalecimento da cadeia de valor nacional.
No terceiro eixo, as iniciativas visam centralizar a demanda pública através de uma estratégia de cloud soberana, aprimorar a atração de investimento internacional, criar um portal único para investidores, e permitir a participação estratégica do Estado.
O quarto eixo contempla atividades que buscam “ligar projetos à integração de benefícios tangíveis para as comunidades locais”, além de promover o ecossistema acadêmico e tecnológico vinculado aos centros de dados e garantir práticas de salvaguardas territoriais quanto ao uso futuro das infraestruturas.
Centros de Dados
O plano nacional busca fortalecer a soberania digital e impulsionar a competitividade econômica
O recente Plano Nacional de Centros de Dados prevê 15 iniciativas, com a implementação programada entre 2026 e 2027, visando “posicionar Portugal como um centro europeu de dados”, segundo revela o governo.
Conforme destacado em uma comunicação anterior do governo, Portugal possui um “conjunto sólido de condições estruturais”, colocando-o em uma posição favorável para atrair investimentos e acelerar o desenvolvimento do setor, especialmente em áreas como energia, conectividade e disponibilidade territorial.
Embora o governo reconheça que o mercado está em um processo de consolidação, destaca que este cenário representa uma oportunidade para “estruturar um ecossistema mais robusto, eficiente e competitivo”.
A mesma nota indica que a demanda global por centros de dados está crescendo rapidamente, com taxas em torno de 20% ao ano, impulsionada pela expansão da IA. No contexto de Portugal, estima-se que “o crescimento alcançará cerca de 41% ao ano, aproximadamente o dobro da média europeia”.
À medida que os mercados tradicionais europeus enfrentam limitações que podem desviar investimentos para outras geografias, incluindo Portugal, o governo enfatiza que isso representa uma “janela de oportunidade limitada”, exigindo uma “resposta ágil e coordenada”.
Com base nas estimativas apresentadas, o impacto econômico potencial é “significativo”. Cada gigawatt adicional de capacidade instalada representa um investimento inicial de aproximadamente 8 bilhões de euros ao longo de cinco anos, traduzindo-se posteriormente em cerca de 16 bilhões de euros anuais em operação: o equivalente a 5% a 6% do PIB.
São também projetados cerca de 3.300 empregos diretos, com um impacto positivo próximo a 8 bilhões de euros na balança comercial.
Gigafábrica de IA: Portugal e Espanha juntam-se para candidatura conjunta com investimento de 8 bilhões
Em uma declaração conjunta, firmada durante a 36.ª Cimeira Luso-Espanhola, Portugal e Espanha formalizaram a intenção de submeter uma candidatura conjunta à…
Segundo as autoridades, a candidatura à gigafábrica de IA poderá concretizar os objetivos do Plano Nacional de Centros de Dados, ao buscar “financiamento europeu para infraestruturas estratégicas de computação”.
“Ao melhorar as condições infraestruturais, energéticas e regulatórias para projetos dessa magnitude, o plano também fortalece a base técnica da candidatura portuguesa à Gigafactory”, é o que se destaca na comunicação oficial.
É importante lembrar que, em março, em uma declaração conjunta firmada durante a 36.ª Cimeira Luso-Espanhola, Portugal e Espanha confirmaram a intenção de submeteruma candidatura conjunta à Comissão Europeia para o desenvolvimento de uma gigafábrica de IA.
Estão previstas a instalação de infraestruturas tanto em Portugal quanto na Espanha, com um investimento de 8 bilhões de euros. Em Portugal, Sines foi escolhida como local para a instalação das infraestruturas, sendo o Estado responsável por um investimento de 6 bilhões de euros, com suporte financeiro da União Europeia.
